Para o pesquisador Luís Carlos Prestes Junior, o Estado brasileiro não percebe a Cultura como produto de exportação. Nossa balança comercial considera o valor da banana, da soja, do petróleo, mas limita a cultura à função de adorno. Para ele, temos um mercado cultural riquíssimo como nenhum outro da América Latina, e por isso deveríamos ser mais agressivos na discussão dos direitos autorais, antes das entidades estrangeiras perceberem a carência de regulação nacional: “Empresas espanholas, por exemplo, detém cerca de 25% da arrecadação de direitos autorais de Cuba. É um novo tipo de colonização das nossas riquezas”, denunciou. Molon percebeu uma questão tributária no problema apresentado, e sugeriu o envolvimento do Ministro Guido Mantega na discussão.
Audiência Pública realizada pela Comissão de Cultura da Alerj em 14/12/2009.