Rua Augusta. Tem de tudo: menina com bolsa de pano, rapaz com óculos colorido, senhores reacendendo à cachaça, senhoritas de perfume barato, patricinha de salto alto dos Jardins, velho punk remediado, perua de blusa de oncinha, menininhas que gostam de Amelie Poulain, tipinhos típicos de barba & bolsa. Todos tropeçando nas mesmas latas, jogando as mesmas bitucas, caindo nas mesmas baladas, sentando nas mesmas calçadas, desviando dos mesmos ônibus amarelos, erguendo os olhos para as mesmas músicas, comprando nas mesmas lojas, pedindo nas mesmas esquinas, bebendo na porta dos mesmos isopores. De tudo tem: música e barulho, ódio e amor, lícito e ilícito, pobre e rico – para abrir e fechar os olhos. Todos rindo aquele mesmo riso louco, descendo ou subindo a rua Augusta – mais rapidamente no começo da noite, vacilando nos pés no fim da madrugada. Até alcançar a Consolação.
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Mini-doc de 5 minutos sobre a Rua Augusta, em São Paulo.
Uma produção de Vitroleiros (vitroleiros.org)