Video realizado para o trabalho de conclusão da disciplina de Sociologia da Cultura, com o professor Francisco Rocha, no curso de graduação em Produção Cultural, na FAAP.

A proposta era traçar um recorte subjetivo da cidade de São Paulo, com base nos temas discutidos durante o semestre da disciplina e uma visita feita em grupo ao centro da cidade.

Procurei expor aqui a transitoriedade das pessoas que por esta cidade circulam, apontar para a condição de “terra de passagem” que se atribui a São Paulo, seja sob o ponto de vista dos imigrantes que usufruem da dinâmica econômica da metrópole, com a iminência do retorno para sua terra natal, ou sob o olhar dos que já não se reconhecem cidadãos paulistanos e refugiam-se numa outra esfera geográfica no futuro.

Essa característica de “transição” das pessoas que compõem a sociedade paulistana me faz refletir a respeito da impossibilidade de sentir-se plenamente neste território, abstraindo os problemas que a cidade apresenta e, evitando o reconhecimento deste espaço urbano como nosso lar, cenário para nossa existência e bel prazer. O “não pertencimento” dá vazão a indiferença que vai desbocar numa sociedade fragmentada, impossibilitada de elaborar um espaço democrático por excelência.

Em São Paulo estamos em “transe”, e a definição nos termos do léxico justificam a escolha da palavra: lance difícil, momento crítico, situação angustiosa.Susto ou apreensão de um mal que se julga próximo.Crise, perigo. Combate, duelo. Aflição, dor, angústia. Ânsia mortal; agonia. Inquietação, medo. Estado de subordinação do hipnotizado ao hipnotizador.

Em São Paulo estamos sempre em trânsito; Indo, vindo ou parado, mas quase nunca nos percebemos conscientes do eixo que ocupamos na metrópole. Você está aqui?

Agradecimentos especiais aos amigos Michael Garcia e Alex Monteiro pelo apoio. ;)

Loading more stuff…

Hmm…it looks like things are taking a while to load. Try again?

Loading videos…