O que você vai fazer quando a Humanidade encontrar seu fim? Curta-metragem inspirado no prólogo do romance inédito "Filhos do Fim do Mundo", de Fábio Madrigal Barreto, apresenta uma versão para o final dos tempos. Lançado em Janeiro de 2013, pelo selo Fantasy, da Casa da Palavra, no Brasil.

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Estrelando Mike Ostroski, James Lawrence Sicard, Neil Faulconbridge, Michael Ellis, Kristine Cornils, Holly Michaels with CJ Patterson e Carlos Gallegos. E apresentando Ever Prishkulnik.

Filme acadêmico sem fins lucrativos.

Versão em inglês (sem legendas): vimeo.com/soshollywoodfilms/whenitends

Leia o trecho literário que inspirou o roteiro:

O resquício da forte tempestade ainda podia ser visto pelas janelas da delegacia quando o telefone tocou. A árvore de Natal iluminava o ambiente; quase ninguém de plantão. Ventava muito.
A ausência de reação no rosto da Plantonista da Emergência resultava da inusitada mescla de sua preparação com a resposta aos gritos arrasadores do outro lado da linha. O identificador de chamadas mostrava a origem ligação: o hospital local. Ela tentava falar, mas não conseguia. Simplesmente, ficou muda e imóvel.
Outras ligações começam a preencher o painel virtual na tela do computador.
Em meio aos gritos da mulher que ligava, a oficiala de comunicações compreendeu a mensagem e não entendia como ainda não havia desmaiado ou passado mal por conta do estômago embrulhado. A enfermeira da maternidade gritava a plenos pulmões e repetia a mesma frase. Um mantra agourento desconcertante até mesmo para uma piada de mau gosto.
O painel de ligações acendia ferozmente. Notando o cenário esquisito, e o crescente volume de mais ligações tomando todos os telefones da delegacia, o Delegado de Plantão ficou perplexo com a postura de sua colega; e a cutucou. Ela arriscou olhar em sua direção, mas continuou paralisada. Balbuciou alguma coisa ininteligível. Ele puxou o telefone de apoio para atender uma das linhas, mas seu telefone celular tocou no mesmo instante.
Casa. A foto de sua esposa e seu filho apareceu no monitor.
Segundos depois de atender, o terror tomou conta de seu semblante. Lágrimas molhavam a face que se contorcia em desespero. Sua mulher berrava. Ele tinha um filho, um garoto sorridente, gordinho e bonachão de nove meses de idade.
Tinha.
Sua mulher e a enfermeira gritavam a mesma coisa.
Seu filho estava morto.
Todas as crianças da maternidade estavam mortas. Todas.
Atrás dele, o relógio marcava cinco minutos passados da meia-noite, no dia vinte e um de dezembro de dois mil e doze. A luz verde do calendário eletrônico brilhava com ar fúnebre, eram os primeiros minutos do fim do mundo.

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