Na passada quarta-feira 23 de novembro, soubemos pela imprensa que a promotoria do estado fez uma petição de 8 anos de prisão em relação à ação de insubmissão bancária feita pública por mim o 17 de setembro de 2008 na revista“Crisi”

É importante aclarar que esta é a única novidade que transcendeu em relação a meu processo penal. Pude confirmar que a fase do julgamento oral
não começou e que ainda não tem previsão de datas

A informação do dia 23 seguiu a outra informação de um julgamento civil com o BBVA ao qual me apresentei na passada sexta-feira 18 de novembro mas este não tem nada que ver com o processo penal. Desta forma, apesar de que algumas pessoas mal interpretaram que teria começado meu julgamento penal quero esclarecer que não é assim e tranquilizar a todas neste sentido

O segundo motivo e motivo principal deste comunicado é explicar a todos os amigos e amigas, companheiras, companheiros, a todos e todas as que se inquietaram pelas novidades do meu processo judicial qual é meu ponto de vista sobre a estratégia a seguir, em face ao que vocês possam ter em conta a partir de agora. Para começar quero lembrar que na minha declaração do 17 de setembro do 2008 já dizia “não penso que o sistema judicial esteja legitimado para me julgar”

Desde então aconteceram muitas coisas que me fizeram reafirmar de modo absoluto esta posição

A falta de resposta judicial ante a “desaparição”especulativa de bilhões de euros do mundo financeiro que tem comportado consequências gravíssimas para a população. A reforma da constituição espanhola, de setembro de 2011, para beneficiar aos bancos ao pôr como “prioridade absoluta” o pagamento da dívida pública que nem sequer foi consultada à cidadania

Os gravíssimos recortes em saúde na Catalunha que já matou a umas quantas cidadãs e têm encurtado o valor da vida de todas as pessoas

O recente indulto do banqueiro do Banco Santander, Alfredo Saenz, coincidindo com os favores bancários deste banco para o PSOE e seus dirigentes

“Quando o governo viola os direitos do povo,
a insurreição é o mais sagrado dos direitos
e o mais indispensável de nossos deveres”
Penso que quem não é merecedor do meu depósito de soberania também não tem legitimidade para me acusar ou me julgar obviando o conflito existente entre as classes dominantes e as classes populares

Uma promotoria do estado que se inibe enquanto banqueiros e políticos conspiram contra o povo não tem nenhuma legitimidade para me acusar de nada nem para pedir nenhuma pena por uma ação política como a minha. As leis nas que se baseiam minhas acusações não têm nenhuma validade enquanto sejam usadas para benefício dos de acima e em contra das classes populares. Precisamente minha ação anti-bancária
foi um ato de recuperação e justiça social
para reequilibrar, ainda que de modo muito pequeno,
uma parte das injustiças que cometem os que ostentam o poder. Minha ação faz parte da luta política para a libertação por parte do povo do domínio e a opressão das classes dominantes e qualquer leitura que esconda este fato é parcial e manipuladora
.
A todos aqueles amigos e amigas que se preocupam
com a possibilidade de eu ser encarcerado àquelas colegas que se imaginam que estarei sofrendo pensando em esta possibilidade quero que saibam que não é assim, que estou animado e ilusionado como sempre com o que acontecer passar e sobretudo com o que podemos ser capazes de fazer

Na revista “Crisis” já disse: “Se o estado é incapaz de sair da pressão dos poderes fáticos, que todos e todas o vejam mantendo uma pessoa como eu em prisão”

A prisão é uma possibilidade para mim, é verdadeiro, como o era desde o mesmo momento em que decidi iniciar a insubmissão bancária como o era quando fiz pública a ação e como o era, e se converteu durante dois meses em realidade quando voltei à atividade pública o 16 de março de 2009

Sei que se voltasse à prisão, se fechariam algumas portas mas se abririam outras oportunidades

O poder tem muita resistência a levar à prisão por ações políticas de desobediência civil porque sabe que é uma forte perdida de sua legitimidade e que se pode voltar em contra dele

Diferentes momentos da historia nos demonstraram que o encarceramento de ativistas sociais pode ser o início do sucesso dos objetivos pelos que lutamos.
(...)
Sair à rua até o cansancio não é suficiente precisamos que você deixe de obedecer, que deixe de mandar
que deixe de pagar a hipoteca, que deixe de pagar teus impostos ao estado e o faça diretamente ao povo que deixe de comprar em multinacionais que deixe de aceitar discriminações de qualquer tipo

Sejam quais forem tuas correntes, rompe-as!

Todos e todas podemos nos juntar para transformar nossas vidas em uma insubmissão coletiva ao poder numa construção conjunta da sociedade que levamos dentro

O momento é agora!
Junt@s podemos tudo!

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