Realizado no dia 13 de fevereiro de 2012, no CES-Lisboa, com:

- Miguel Cardina (CES)
- João Seixas (ICS)
- Carlos Jalali (Universidade de Aveiro)
- Valter Ferreira (Divisão de Inovação Organizacional e Participação, Câmara de Lisboa)
- Nuno Marques Pereira (CEFA – Centro de Estudos e Formação Autárquica)
- Francisco Norega (Acampada de Coimbra)
- Luís Alves ( Indignados Lisboa)

Moderador: Roberto Falanga (CES/FEUC)

Resumo

As reflexões sobre a democracia e os sistemas de representação têm uma longa historia. No mais, desde o final dos anos 80, uma data de circunstâncias e factos que convergiram num mesmo momento histórico - reformas financeiras; a queda do muro de Berlim com o consequente descrédito do socialismo burocrático; os movimentos de democratização na América Latina; o redimensionamento da retórica do ‘new management’ no vocabulário das administrações públicas e a percepção da contração dos espaços de participação cidadã - criaram um terreno fértil no contexto europeu para retomar um debate crítico sobre as implicações emergentes das democracias e, no entanto, dar início a algumas experiências participativas.

A crescente distância entre o eleitor e a figura do cidadão politicamente activo, patente nos fenómenos de abstenção eleitoral e no voto de protesto, bem como a criação contínua e múltipla de identidades e novas demandas sociais, são alguns dos factores que propiciaram a estruturação de instrumentos orientados para a sintetização da opinião publica e a optimização dos recursos em termos de políticas eficazes. Mais próxima aos cidadãos, a dimensão local tem-se tornado um interessante “laboratório democrático” em Portugal para inovações concernentes os processos de ‘policy making’ dentro de um amplo cenário em crescente transformação.

Contemporaneamente, a abertura às novas entidades sobrenacionais em termos de influência e investimento nos mercados financeiros e nas políticas internas, cria uma tensão cada vez mais visível perante a crise financeira e política que está a afectar o País e o contexto europeu de hoje em dia. Urge, portanto, retomar um debate que saiba conjugar contextos em mudança com uma reflexão profunda e fundamentada sobre limites, possibilidades e funções da democracia participativa.

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