O concreto armado que sustenta a estrutura arquitetônica do Teatro Castro Alves subitamente ganha uma dimensão transcendente e vai provocar uma reação no poeta adormecido em sua lápide de cimento e bronze, na praça que o homenageia, na cidade de Salvador, Bahia. A câmera - nosso olhar/espectador -, que estava passiva, presa no encantamento das formas esculturais do teatro em si, é levada a olhar de frente a imagem do poeta. Ao atingir o nível do seu olhar, automaticamente anima o outro (o poeta em nós) e inaugura a ficção. Dispara a equação mágica onde toda a subjetividade se revela: Castro Alves desperta, ganha vida, ainda que por um breve espaço de tempo! Desce do pedestal mítico que o consagrou e sai a abraçar seu povo, desejoso de ver a si mesmo, vivo, atuando no palco de sua irrealidade concreta. "O Teatro em si" é um ensaio sobre a necessidade da vigília poética sobre o real.
Direção: André Luiz Oliveira
Coordenação de Produção: Maria Monteiro

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