Com uma câmera de alta velocidade que registra até mil quadros por segundo, a artista esculpe o tempo. Marta Jourdan revela esculturas feitas de fluidos, calor, ondas, oscilações. De velocidades, de deslocamentos, de dinâmicas térmicas. Ao retardar a imagem até um único frame, ela faz aparecer a matéria em seus estados alterantes...

Para compor essa cena onírica, Marta Jourdan convidou a atriz -performer Carol Cony e usou explosivos, canhão de ar e muita água. A artista cria uma situação em que o movimento é o mais rápido – a explosão, a maior desordem possível –, para colocá-lo mais lento, resistir ao máximo. O balé cine- atômico entre essas duas forças, ao mesmo tempo rápidas e lentas, é esculpido na imagem. O trabalho convida para uma zona de sonho, "desse espaço que não é o real, do nosso tempo interior que não é linear", diz a artista.

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