Será mesmo que "(…) processar palavras em tempo real e criar frases sem precisar gastar muito tempo pensando." é uma vantagem do ser humano em relação à este robô? Não acredito muito nisto. Pelo menos, não no uso desta habilidade/capacidade com a frequência em que ela ocorre.

Para quem assistiu ao fantástico, inquietante e tocante filme "A. I. - Inteligência Artificial", último sonho idealizado por Stanley Kubrick e levado à cabo por Steven Spielberg, vai imediatamente fazer uma conexão entre ele (e suas implicações) e o que já é um fato, uma realidade apresentada neste vídeo.

Como última questão, deixo no ar a seguinte inquietação: A vida imita a arte ou a arte precede e inspira a vida? Qual o segredo de Tostinês? Vende mais porque é mais fresquinho? Ou é mais fresquinho porque vende mais?

inescozzo.com

“Aponte para o ‘violão’ [objeto azul] e, depois, coloque o ‘violino’ [objeto vermelho] à esquerda”, pede o cientista. Depois de pensar um pouco a respeito, o robô responde que entendeu e executa as ações. Pode parecer cena de um filme de ficção científica, mas aconteceu de verdade, como você pode ver no vídeo acima.
Fruto de anos de pesquisa, o cérebro artificial colocado no robô humanoide iCub (que, apesar do nome, não tem nada a ver com a Apple) permite que ele aprenda linguagens e dialogue – e, ao contrário de algumas pessoas que vemos por aí, ele é capaz de pensar antes de falar.

Em um cérebro humano, as conexões neurais entre o córtex frontal e o chamado corpo estriado permitem que processemos palavras em tempo real e criemos frases sem precisar gastar muito tempo pensando (normalmente). Peter Ford Dominey e sua equipe no Instituto Nacional de Saúde e Pesquisas Médicas da França desenvolveram um “cérebro” que simula esse mecanismo e o incorporaram no iCub – que foi feito para se parecer com uma criança de três anos, embora tenha voz de adulto para facilitar os diálogos.

De acordo com Dominey, o estudo pode ajudar cientistas a desenvolver robôs capazes de aprenderem com cada vez mais eficiência. “Atualmente, engenheiros simplesmente não conseguem programar todo o conhecimento necessário em um robô”, explica. “Nós sabemos que a maneira pela qual robôs adquirem conhecimento sobre o mundo pode ser parcialmente feita a partir de um processo de aprendizado – da mesma forma que ocorre com crianças”.

Além disso, os cientistas acreditam que “cérebros artificiais” mais complexos podem ajudar a entender melhor os mecanismos da linguagem em “cérebros verdadeiros”.

FONTE ORIGINAL EM INGLÊS: [PopSci] [ScienceDaily] [Inserm]

Traduzido por: Guilherme de Souza, jornalista empenhado e ilustrador em treinamento. Curte ciência, cultura japonesa, literatura, seriados, jogos de videogame e outras nerdices. Tem alergia a música sertaneja e acha uma pena que a Disco Music tenha caído no esquecimento.
@gsouzapr guilherme@hiperciencia.com

Loading more stuff…

Hmm…it looks like things are taking a while to load. Try again?

Loading videos…