“O museu é o mundo” - Hélio Oiticica

Desde a pintura nas cavernas até as telas pintadas pelos grandes mestres, a humanidade parece necessitar de signos/ elementos gráficos que dêem vazão ao seu vasto potencial criativo que tende às imagens. A simples negação ou criminalização dessa característica humana ganha contornos nebulosos a partir da interpretação veiculada pela mídia de massa capixaba durante as duas últimas semanas.

O projeto Pontos de Arte, da jovem Maiara Dias, participante do Edital Bolsa Cultura Jovem em 2012, foi pauta constante nas redes socias e nos veículos midiáticos. Este projeto trata da apropriação da arquitetura urbana e propõe múltiplos diálogos com a vida na cidade. Diversos artistas que trabalham com a linguagem de rua foram convidados a intervir nos pontos de ônibus de Vitória.

Falamos aqui da ativação de um espaço anteriormente “nulo”, ocupado apenas por cartazes publicitários. A partir da intervenção, os pontos tornaram-se espaços de contemplação e reflexão sobre a arte e sobre a cidade. A proposta feita por Maiara e executada por mais de 50 artistas, encontra na fala de Milton Santos - urbanista e geógrafo - mais argumentos para continuar a existir - a ativação destes espaços resgata também a memória de outros anteriormente esquecidos e anulados na cidade que, a partir das intervenções, ganham outra estética e talvez importância.

O Programa Rede Cultura Jovem se posiciona à favor dos artistas que compreendem que o espaço de construção da arte é o mundo, assim como o artista plástico Hélio Oiticica - precursor da arte ambiental, famoso por intervenções artísticas marcadas pela livre criação e experimentação no espaço e na vida. Reiteramos que a cidadania cultural pressupõe o direito de ter voz, de reverberar a poesia que extrapola os espaços institucionalmente destinados à arte - pois, afinal, sabemos que por vezes, estes são seccionados aos artistas acadêmicos.

A matéria a seguir foi exibida no dia 24 de Janeiro de 2013, na TV Educativa do Espírito Santo, no Programa Yah TV! e mostra um ponto de vista diferente dos anteriormente veiculados por outras emissoras. Nela o artista Fredone fala sobre grafitte, abordando a sua construção e o seu diálogo com o espaço urbano. O artista visita diferentes locais da região metropolitana e apresenta trabalhos lendários, que contam um pouco da história do grafitte na cidade de Vitória e no estado do Espírito Santo, "uma espécie de museu a céu aberto" acrescenta Fredone.

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