A seleção afegã de futebol feminino

O cotidiano de Sabera Azizi, uma moça de 22 anos, é igual ao de qualquer outra jovem no seu país, o Afeganistão: Ela usa véu, ajuda à mãe em casa e ao pai no canteiro de obras. Porém, três vezes por semana ela tira o véu e põe as chuteiras, e aí – tudo é futebol. Para poder participar do treino da seleção feminina do Afeganistão, Sabera enfrenta até quatro horas para chegar ao campo. Aliás, jogar futebol ainda é um exercício realizado sob condições adversas, mesmo na era pós-talibã, muitos ainda não veem com bons olhos esse negócio de mulher jogando futebol no seu país.
Por um lado, os pais destas jovens apoiam as filhas para que possam realizar seus sonhos, por outro, estão preocupados com seu futuro - pois em uma sociedade essencialmente patriarcal, como é o caso no Afeganistão, futebol não é para mulheres. Minhas fotografias procuram captar estes polos opostos e as tensões geradas: fascínio pelo esporte versus papel tradicional das mulheres afegãs.
A liberdade de desenvolvimento das mulheres ainda esbarra em limites em vários níveis sociais no Afeganistão. Jogar futebol contribui para criar e preservar a autoestima e conquistar uma nova qualidade de vida.

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