Bombadeiras. Assim são chamadas as travestis que transformam o corpo de suas clientes com aplicações clandestinas de silicone (geralmente silicone industrial ... não permitido para uso em seres humanos). Este universo simbólico de morte e renascimento, em que um ciclo de vida se encerra para permitir a iniciação de outro, é desvendado pelo diretor Luis Carlos de Alencar em seu documentário BOMBADEIRA, registrando o mito das "madrinhas" no imaginário da travesti, e sua importância na construção de uma identidade de gênero.
Um rito de passagem dramático e doloroso. Por vezes, a prática clandestina torna-se o único ou o mais acessível modo de se conseguir o corpo feminino idealizado. As aplicações são feitas nas nádegas, seios, às vezes no rosto, nos joelhos.
As bombadas. Quem são? Como vivem? O que desejam? Luis Carlos de Alencar mostra afazeres domésticos, cotidianos em casas e pensões, relacionamentos conjugais e preocupações estéticas de um grupo de travestis da cidade de Salvador. Através de uma sucessão de depoimentos surpreendentes, ternos, apaixonados, o filme mergula nesse universo e revela um lado da realidade pouco conhecidodas travestis, e os entraves segregadores que sofrem na vida social.
DIREÇão e argumento: Luis Carlos de Alencar. Produção: Singrea Produções. Co-produção: Grifo.doc. Edição: Fernando Oliveira. Direção de fotografia: Fernando Oliveira e Pedro Léo. Fotografia adicional: Kau Rocha. Assistente de direção: Cely Leal e Patrícia Freitas. Projeto Gráfico. Patrícia Simplício. Trilha Sonora> Glaucus Linx. Assistente de produção: Daiane Tavares. Produção Executiva: Luis Carlos de Alencar
ANO 2007
Patrocínio: Petrobras.
Ministério da Cultura - Governo Brasileiro