Quem chega à casa de Marcelo Nova tem a nítida impressão de ter entrado em um pequeno museu do rock em algum momento entre as décadas de 1950 e 1960. Vinis, discos, cartazes, fotos e relógios decorados com figuras que remetem ao rock n' roll estão espalhados organizadamente pela sala do apartamento do cantor e compositor.

Ao receber o SaraivaConteúdo para falar um pouco sobre o papel do vocalista, ele confessa que não foi muito original em seu sonho adolescente, já que, assim como a maioria dos amigos, queria montar uma banda de rock. Ao longo dos mais de 30 anos de carreira, o músico se mantém como um dos artistas mais originais da cena nacional, seja à frente do Camisa de Vênus ou em voo solo.

Hoje, Marcelo diz valorizar os vocalistas que sabem a importância da palavra. Para ele, rebolar, saltitar, pular de um canto para o outro já não estão mais no script do roqueiro nem de seus ídolos.

Sem tempo para nostalgia, revela não ter saudade dos tempos do Camisa de Vênus e acredita que, depois dos 40 anos, a melhor coisa que uma banda deve fazer é pendurar os instrumentos. "Eu acho que a banda de rock depois dos 40 devia acabar", dispara.

Em sua opinião, depois de tanto tempo, os músicos precisam dar ouvidos aos seus interesses individuais como artistas, não ficando presos a burocracias e às vontades do grupo.

Ele mesmo seguiu esse caminho após o segundo fim do Camisa de Vênus, em 1997. Seu mais recente trabalho solo, 12 Fêmeas, lançado no ano passado, é o primeiro álbum de inéditas em nove anos.

Na série Especial Rock, quatro músicos foram convidados para falar sobre o papel de seus instrumentos (voz, guitarra, baixo e bateria) nesse gênero musical e de suas principais influências. Marcelo revela como devem ser os "vocalistas de classe" do rock com quem ele tenta "pegar carona".

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