No dia 17/12 ouvi o comentário de Mário Sergio Cortela na Rádio CBN, num quadro chamado “Academia CBN”, intitulado o “Valor da causa – a vitalidade de se ter propósito”. Ele falou sobre a questão da solidariedade e voluntariado, falando que muitas pessoas agem por convicção e outros por benefício, declarando que a “Vitalidade do propósito vem pela força de ter uma razão clara, uma causa.”
Dentro do seu comentário Cortela citou John Stuart Meal, um filósofo economista britânico defensor do voto feminino no sec. XIX. “Uma pessoa com uma crença é um poder social igual a 99 que possui apenas interesse.” Com isso ele estava ressaltando o valor que tem uma pessoa que age por convicção, pela certeza que tem de estar produzindo de alguma forma o bem. Esse tipo de pessoa tem a força de 99 que agem por benefício próprio.
Logo minha mente viajou para o campo da fé cristã, e fiquei imaginando que há muitos cristãos que agem por interesse, por benefício próprio. Por exemplo, é ensinado em muitos lugares que se você pratica o dízimo Deus irá te retribuir muitas vezes mais. Outros acham que se servir a Deus, Deus lhes dará tudo o que quiserem. Cristãos que servem a Deus por interesse.
Que coisa tremenda é Jesus, que deu sua vida por todos nós quando todos éramos pecadores e nem queríamos saber dEle (Rm 5:6-8). Ele se deu simplesmente por amor (João 3:16).
Você pode estar pensando, mas que covardia... Comparar-nos a Jesus... Olhemos, pois a declaração do Apóstolo Paulo na sua carta aos filipenses: “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da Lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé. Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos.” Filipenses 3:7-11
Paulo, homem como eu e você, entendeu que para viver a vida cristã a essência é Cristo. Ele entendeu a importância e o valor de fazer por Cristo. Note a quantidade de vezes que ele repete Cristo no texto lido. São cinco citações diretas e cinco indiretas. Para Paulo a essência da fé cristã é Cristo.
Se aquilo que Stuart Meal afirmou pode ser aplicado à vida cristã, então, uma pessoa como Paulo vale por 99. Convido você nesta manhã a pensar nos seus planos e projetos para 2014, mas na perspectiva de servir a Cristo, pelo que Ele fez por nós, por amor a Ele, por consagração, por convicção de que esse é o caminho que leva ao Pai.
Por Eduardo Goya

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