Sempre tive vontade de ter uma tattoo. Aos 19 anos, achava-me ainda muito novo para tomar uma decisão dessas. Aos 23, não sabia ainda ao certo quais elementos da minha rotina seriam representados. Com 27, não conseguia representar visualmente o escopo escolhido. Na virada dos 30, consegui alguns traços, com ajuda de amigos desenhistas e profissionais da tatuagem e, finalmente, aos 31, fui apresentado ao Guga Baygon, o primeiro a comprar de fato a idéia e materializá-la sem dificuldades.
A idéia central do desenho é combinar 3 coisas que gosto: Brasil, música e dança. A principal mensagem a ser transmitida pela tatoo é minha origem (interior de Minas) e minha paixão pelas coisas do Brasil (samba, mpb, música regional em geral...).
Pensei então criar um ambiente típico do Brasil antigo (1930?), da época dos grandes sambistas e velhos violeiros, através de um cenário meio carioca (Rio de Janeiro) e meio mineiro (Ouro Preto), com casarões, ladeiras, igrejas coloniais e ruas de ladrilhos. Neste cenário, em algum ponto (uma esquina, debaixo de um poste...) haveria uma roda improvisada de viola/samba/chorinho/sejaláoquefor, com cerca de 3 músicos sentados de forma descontraída e informal. Em outro ponto da cena, um casal dança gafieira/forró/wtv.
O tema central é a brasilidade.
E viva o Brasil!