CORPOS INFORMÁTICOS
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    2 months ago
    CORPOS INFORMÁTICOS commented on Adriana Varella - Performance e Novas Tecnologias

    Performance, política e tecnologia
    por Adriana Varella (Outono de 2010 – New York)

    Posso dizer que sempre tive interesse em projetos de Arte Publica e Site Specific.
    Sou carioca e quando morava no Rio nos anos 90, só a Rioarte desenvolvia um programa de arte publica, porem mais direcionado a esculturas. Na época, era complicado encontrar apoio para projetos temporários e de intervenções. Sendo assim, nômade que sou; fui levada a querer ver outros horizontes...então sai viajando pelo Europa e Oriente Médio por algum tempo, depois morei 7 anos em San Francisco e agora estou 5 em NY.

    Com o Projeto de arte publica “Ressonância”; que desenvolvi em 1996 para o prédio do Ministério de Educação e Cultura no edifico Capanema no Rio de Janeiro –onde este tinha como proposta fazer uma reversão do sistema de vigilância em prédios públicos; fui convidada pelo curador Gerald Brett da comissão de arte publica de Palo Alto, CA para pensar um projeto permanente de site specific para esta cidade. Então em 2000 desenvolvi o projeto Digital DNA que consiste de uma forma ovóide revestida de placas de computadores onde em cada uma foi bordado adjetivos em diferentes línguas para a palavra “Circuito”. Foi quando me mudei para San Francisco e nesse meio tempo me envolvi com Anarquismo.

    O universo de arte americana e bem eclético principalmente em NY....os caras apostam em tudo, englobam tudo, querem ver tudo....eles sabem a importância que tem as artes visuais e apostam pesado nisso. Eles dão ênfase a miscigenações; então oferecem varias oportunidades onde incorporam outras culturas e artistas estrangeiros (isto e extremamente estratégico para eles)...então você encontra bolsas, instituições de apoio e patrocínio para vários tipos de projetos, incluindo arte publica, também apostam nos experimentos e não só em arte como mercadoria. Tenho percebido que existe uma relação mais horizontal entre os artistas e a comunidade artística, outro fator importante por aqui, e que vídeo, performance, fotografia, arte eletrônica, etc. são também reconhecidos e respeitados como suporte de arte.

    Me lembro que nos anos 90, ouvi de alguns curadores cariocas – “que vídeo e foto não eram arte” - e por não concordar com isso, imaginei criar um núcleo de experimento e discussão em torno destas questões, então, comecei a dar aulas no Parque Lage- RJ de vídeo arte e vídeo instalação com a intenção de criar e incentivar novos artistas a trabalharem com estas medias...Me lembro que tínhamos o apoio de muito poucos, tais como Lygia Pape, Alex Hambúrguer, Simone Michelin, Gloria Ferreira, Fernando Cochiarelli, Anna Bella, Ivan Pasquareli da Funarte, Arlindo Machado e Daniela Busso de São Paulo, Diana Domingos do RGS, enfim, éramos realmente muito poucos.... que acreditavam e apostavam no vídeo, foto, como suporte....agora aqui ta muito diferente e muito bom...todo mundo ta fazendo vídeo, vídeo instalação, ambientes sonoros, arte eletrônica,performance, etc..então o negocio ta melhorando muito....mas ha 10 anos atrás não era bem assim...Porem o que mais esta me chamando atenção agora no Rio, e que estou vendo artistas tomando atitudes políticas e experimentando outras possibilidades de pensar e fazer arte ... estão surgindo coletivos, galerias administradas por artistas tais como a Gentil Carioca por ex., o que acho uma atitude muito bacana e transgressora e isso me interessa muito.

    Assim como a experiência vivida deve estar fora de qualquer dominação do poder, deve ser libertadora,
    não consigo mais ver “arte” como celebração de indivíduos (criação de mitos), para mim agora e mais uma comunhão de “únicos”. Me aprofundei no Anarquismo por muitos anos e com isso fui convidada em 2009 pelo Living Theater de NY a criar um projeto para la. Sugeri então o Anarkoartlab, que a principio teve muita resistência e desconfiança mas no final foi acatado por eles.

    Anarkoartlab

    Tendo a participação de artistas de varias nacionalidades e mídias tais como visuais, performance, videomakers, fotógrafos, músicos, poetas, dançarinos, etc. Este laboratório tem como proposta a volta do processo, da investigação, de situações-ações de imersão e de participação direta das pessoas presentes.



    Anarkoartlab; minha principal questão neste laboratório, tem sido decifrar “onde e quando existe o mundo da criação/imaginaria TRANS-MEDIADA”? e uma vez nela, quando ter consciência de nos mesmos?

    Apesar do AnarkoArtLab ter raízes no DADA, no happening e no fluxus, suas propostas são de cunho crítico-catártico, formando uma linguagem onde se propõe uma re-situacão e transposições que podem ser de cunho territorial, de poder, de tempo, de propriedade e outras. Usamos conceitos diferentes a cada experimento, queremos ser um organismo vivo, nos valemos dos desdobramentos multimídias, com a participação de todos no meio da ação... Os experimentos são para uma arte inconsciente, alucinatória, espontânea e com improvisações, então trabalhamos com e no imprevisível, inesperado, surpreendente, polifônico, polimorfo e intertextual. Queremos uma Transmediação, queremos quebrar barreiras onde cada membro se engaje no desenvolvimento de sua própria parte no encontro...É a reinvenção da psico-pantomima através da colaboração criativa, formando novas linguagens de síntese e diálogo, novas estéticas colaborativas.



    O grupo é gerido por artistas que se agrupam livremente, ou seja, com entrada e saída livre, sendo assim capazes de se auto-organizarem de forma igualitária e não-hierárquica. Valorizamos os estados brutos e selvagens da alma coletiva, que ensina a ver com olhos livres.
    As intervenções não tem começo ou fim...trabalhamos com uma idéia de não lugar ou não espaço, pois queremos uma outra abordagem, queremos uma impossibilidade, então sementes do imaginário que continuamente vão para si mesmo, são desestruturadas num processo de reflexão através destas parcerias, que dependendo das combinações e modulações vão criando diferentes variações e conexões gerando colisões entre idéias, corpos, ações, movimentos, e os próprios imaginários.... usamos vídeos-imagens, poesia, textos, palavras, ruídos, linguagem ou não linguagem, dança, movimento, sons, instalações, luzes, ou o que for e estiver as nosso alcance naquele momento para acionar este jogo do imaginário, formamando “colapsos” multidimensionais fragmentados que ativam o imaginário coletivo...



    E no que consiste este imaginário coletivo? Ele vem da capacidade e disponibilidade destes corpos nesta interação. Todos juntos se preparam para novas formas e possibilidades autônomas de um coletivo imaginário que se auto-determina no momento. Então começamos a penetrar no fenômeno do imaginário coletivo...E como isso funciona? Através da semente conceitual que escolhemos e definimos de antemão pelo grupo, deixamos as idéias flutuarem no ar como bolhas. Então o erro, o fantástico, o improviso, o vazio, são jogados novamente para o grupo, para o coletivo presente...que se mobiliza, que se dinamiza e ativa uma reação em cadeia onde cada um da suporte ao outro. Re-começa o processo mas agora neste link com a imaginação coletiva...então as noções convencionais de espaços-territórios são abolidos, o tempo e alterado, o “Entre” e ativado e experimentado, assim como os espaços vazios são vivenciados ...mas como essa imaginação coletiva começa a se desenvolver a criar corpo? Através destas experiências de integração, então você coloca uma idéia e a metamorfose começa novamente, um interagindo com o imaginário do outro, corpo, som, ato, dai novamente a imaginação coletiva inicia o processo de transformação, transfiguração, transmutação...um caleidoscópio.



    Como propósito deste processo, o que e imaginário individual particular se organiza e transmuta, então uma questão de território e de criação e colocada em xeque entre estes corpos em movimentos....por isso tentamos não trabalhar com a memória, ou qualquer coisa ligada a ensaios ou esquemas pré-definidos, preparados ou estruturados antecipadamente, queremos a amnésia ...So nos interessa - O improviso, o imediato, o risco, o incerto, o impermanente como num estado de “transe”, onde o momento, o colapso e o espaço estabelecem uma relação entre subjetivo e objeto; que agora entre eles; se apagam.. Os participantes com isso experimentam, investigam as conexões em novos níveis de percepção e integração.

    O Anakoartlab tem como intenção primeira experimentar tudo, desde materiais diferentes ate relações entre artistas, estados psicológicos, emocionais, mentais, físicos, etc...sempre dentro de uma perspectiva Anarquista...



    Anarquismo quer abolir toda relação de autoridade, hierarquia ou qualquer tipo de controle de pessoas sobre pessoas...assim como propõem outros tipo de relações políticas, econômicas, sociais, sexuais, existenciais, etc...
    Você percebe de uma outra perspectiva o que e a “propriedade privada” por exemplo....num dos nossos anarkoartlab apresentei uma performance onde as coisas estavam disponíveis ou ocupadas, desde um sapato, uma bicicleta, uma panela ou uma casa...então se você estava usando a casa você colocava a placa - ocupada - depois quando você saia colocava a placa disponível. Qualquer um dos outros poderia ocupar a casa dependendo da necessidade deles, bastando colocar a placa na porta. O foco da experiência era não reter para si o que não tem uso naquele momento. Experimentamos não ser mais proprietários de nada (isso e uma experiência muito libertadora) e por contradição experimentamos que tudo nos pertence e que nos e de direito.. Percebemos que mesmo a nossa criatividade de repente não e mais uma propriedade exclusiva, mas simplesmente um complemento coletivo num jogo de quebra cabeças interminável, alias o que sempre foi e e....só que aqui ficou mais evidente...

    Isso passou também por questões sexuais. Por ex. no projeto “encontrando deus” questões levantadas pela orgia, pelo polyamore vem refletir nossos condicionamentos heterossexuais / monogâmicos.... entrechoque com outras possibilidades pansexuais poligâmicas.... nos identificamos com anarquismo em vários sentidos e no nosso laboratório nos permitimos vivenciar isso, se não numa realidade mais expandida, ao menos numa maneira micro ... vivenciamos experiências momentâneas de outras possibilidades de mundo....

    Queremos ausências de pressupostos, de teorias, da linguagem, queremos a ausência de controle, o absurdo...queremos atingir um grunido, vivenciar o inconsciente..sem a fala lógica... eljkfhnvekcrgbkfbegfefefhegbfkegkfckfgfbegfkenuflcFbefgnfckfghkRgkhcnflifFJclghLFNhgurghgunrflrhg
    não guardar rastros
    e como se quiséssemos por um instante negarmos todos os símbolos e códigos e recriarmos outros símbolos, outras linguagens, sem referencias, estar num estado de ser genuíno.
    Estamos exaustos de toda civilização, estamos cansados do discurso mas também cansados do abstrato......mas o que e isso?
    Um musico transforma a roda de bicicleta dele em uma guitarra, que vai ter um som particular, ela toma vida, passa a ter uma sonoridade...uma sonoridade guitarristica..hibrida...então não e mais uma bicicleta, mas também não e mais uma guitarra, o que e? queremos vivenciar esta decomposição...não temos medo disso... Trazemos ferramentas, criamos instrumentos, depois deixa ir, do mais obscuro do nosso ser - seja lá para onde for...Sabemos que somos transgressores...Criamos uma autonomia.

    Estou desenvolvendo o projeto Trans plataforma que tem como intenção deixar Fluir a criação em território livre e neutro - o mar - em íntimo contato com o desconhecido e o imprevisível. Este é o conceito que permeia todo o projeto Trans, instalação-laboratório sobre plataforma na baía de Guanabara, que propõe ações de participação direta do público em performances transmidiáticas. Trazer a autonomia do AnarkoArtLab, assim como nossos experimentos para uma dimensão nômade e transoceânica e um dos meus sonhos...e claro que sei que mesmo no mar você esta em territórios com leis e normas e estas coisas....mas de uma certa maneira dentro deste espaço podemos construir outros parâmetros e outras vivencias....



    Então o mar como "terra" de ninguém, como piratas.... expande-se a compreensão de “arte” em anular fronteiras ....No centro dessa ilha flutuante, uma tenda concentrará um grupo de artistas das mais diversas áreas e nacionalidades, com propostas de imersão da platéia num universo de imagens, sons e movimentos em fluxo constante. Essa provocação a que o coletivo interaja no desenvolvimento de processos investigativos e de improvisar simultâneos tem como força motriz desmistificar a noção de que só alguns eleitos podem fazer arte - e, em linha oposta, sugerir que a imaginação, realizações e criatividade estão ao alcance de todos. Ao estabelecer um diálogo polifônico e intertextual - por meio de uma transmediação que rompe barreiras e abre caminhos ao sabor do inesperado -, funda-se uma engrenagem de composição conjunta, em que cada integrante mergulha...E assume a função de uma peça deste quebra-cabeças polimorfo. A total flexibilidade para as intervenções e improvisos gera uma seqüência infinita de configurações únicas, que jamais se repetem. Todas as manifestações desta singular iniciativa de arte pública serão projetadas em prédios nos arredores do Museu de Arte Moderna (MAM), em frente ao qual ficará ancorada a plataforma, e transmitidas em tempo real para ruas das cidades de Nova York e Berlim.
    Por meio de todas essas atividades de criação coletiva, evidencia-se uma gama de possibilidades de organização para o desenho de cidades utópicas, em que proposições da comunidade artística possam converter-se em novos paradigmas de integração com a sociedade, nos mais diferenciados níveis de percepção do mundo.
    A idéia inicial é de que o evento aconteça durante um mês, com a possibilidade de vir a tornar-se um projeto itinerante por meio de deslocamentos para outros municípios e até mesmo estados brasileiros.
    Os empecilhos como muitos projetos em arte publica são muitos mas acredito que esse projeto seja fundamental e que vamos superar os problemas apresentados...




    Para mim “desenvolvimento para arte” esta diretamente relacionada a experimentos...como em pesquisas cientificas....e claro que sabemos da necessidade de um mercado para ela, mas não podemos esquecer que este não e o ponto central...e sim seus desafios...e estes passam por muitas questões ....e difícil saber qual dos infinitos caminhos contemporâneos realmente investigam possibilidades libertadoras e genuínas....isso só o tempo ou o não tempo vai poder decifrar...quanto a “novas mídias” ou velhas acho uma besteira...todas são fundamentais e todas podem trazer novos conceitos e questões interessantes investigativas e subversivas....a questão e ter mente critica para saber interpreta-las e desafia-las.

    Quanto as pessoas que vão ao teatro ou que se interessam pelo nosso projeto, acho que elas também querem transgredir... pois adoram quando interegimos e fazemos experimentos com elas, criando situações patéticas, desconstrutivas.inusitadas, inesperadas..o que nos interessa neste laboratório e um pretexto para estarmos juntos, “sairmos no pau”, criarmos juntos, enfim fazermos o que nos der na telha uns com os outros...queremos e muita bagunca ...só nos interessa a criação, o improviso e a interferência, o resto já foi...só este exercício nos interessa...o produto não sei....queremos estas experiências..isso e arte para nos.....e e isso que queremos....sao simples momentos...mas e tudo que fica...esta integração quando acontece e como um milagre, se não acontece tudo bem também, ficamos alegres do mesmo jeito...então quais seriam as formas anárquicas? Chegamos a conclusão que no momentos que tentarmos defini-las esta vai deixar de ser anárquica...sabemos que alguns artistas e teóricos estão tentando definir arte anárquica...mas e dai/????? Sabemos que somos indefiníveis por definição.


    Manifesto Anarkoartlab

    Queremos a instabilidade constante por meio do movimento
    Caos----
    Transmutações
    Nosso laboratório e uma festa onde estruturas autoritárias se dissolvem e viram fezes -
    Ele fica na interseção de muitas forças, na junção de linhas de realidades paralelas
    Chocamos ovos- ----
    Trocamos continuamente
    vivemos o sonho que sonha
    Autogestão, autonomia e transgestão
    pelo experimento do processo,
    não nos interessa o resultado ou produto
    praticamos a destruição dos mitos
    Não somos produtores de entretenimento, mas destruidores de espetáculos
    Produzimos distúrbios e ruínas
    No nosso laboratório “todo mundo pode ser um artista” da invisibilidade e da soberania individual
    criação do único com algum imaginário delirante e palavras incompreensíveis
    Tudo destituído de estrutura
    não explicamos nada
    construímos momentos; situações; desordem
    Somos todos renegados, transgressores e sincrônicos
    Não nos interessa qualquer noção de propriedade--- pessoal, intelectual ou criativa----
    nos interessa as diversas possibilidades e combinações
    Nada nos pertence e não pertencemos a nada
    Experimentamos ambientações momentâneas, lapsos, transformações aleatórias
    gostamos de estar no Fluxo…
    descentralizados, desestabilizados
    so o risco nos instiga
    somos pela pratica da telepatia – comunicação sem linguagem
    trabalhamos para a translinguagem = fim da linguagem
    Trazemos por coesão o espectador a se integrar no processo
    queremos ele fora da passividade
    no aqui e agora participando conosco com a cabeça no imaginário do inconsciente coletivo
    e de corpo-carne também se for possível
    Queremos a livre comunhão “de únicos ”
    Precisamos de desertos e oceanos abertos …
    nos interessa o inexistente ; o incompreensível e indescritível…
    o impermanente
    Queremos todos os prazeres não permitidos
    Sem nenhum hierarquia
    Continuamos os trabalhos de nossas ancestrais
    (dada, fluxos, futurismo, antropófagos, situacionistas, etc.)
    fazendo com que a musica, teatro, a poesia, pintura, escultura, dança, etc.
    transmute.
    Somos polimorfos e rebeldes ---
    não nos interessa a “ordem e o progresso”
    mas a selvageria crua do estado latente da alma
    Experimentamos o transitório
    a revolução perpetua
    a intuição
    Somos transexuais
    estamos acima do conceito homem/mulher
    pela abolição de todas as classes existentes e livres de qualquer governo
    Nossos delírios nos fazem planejar cidades e lugares utópicos---
    buscamos abstrações
    Somos ingovernáveis
    Todos sofremos de amnésia
    Nos interessa as idéias e as ações…e vice-versa
    Tudo e Processo, processo, processo…
    Sem rumos
    Presenciamos os estados de cheio e vazio
    Queremos o ócio , o imaginário, o ilógico, o delírio, a variação, o irracional, a festa, o sonho
    e a energia dos instintos liberados para experimentarmos a existência humana em sua totalidade ou intotalidade.
    Queremos revoluções continuas
    Espaço transhistoricos – onde se projetam todas as revoltas do ser livre
    transformamos o espaço biopsiquico
    absorvendo a violência geradora dos antagonismos
    Pela nascimento da subjetividade
    Nosso laboratório desintoxica
    e acaba com fronteiras entre realidades
    queremos transrealidades
    Estamos em transe
    pela realização do transindividuo
    pela dispersão e vulnerabilidade
    praticamos o amor livre
    manipulamos símbolos
    Fazemos orgias
    Não temos autoridade
    Pela liberdade da infância
    Pela percepção
    A realidade e o que imaginamos
    Transformação
    Ligamos - intuição poética e pura criação e ação artística….
    Queremos a inversão de tudo
    Êxtase
    Excesso
    Assombro
    transmissão
    vivenciamos o inacabado e subvertemos
    ….subverter, e subverter ….sempre
    não somos espectadores da sobrevivência – NOS ESTAMOS VIVOS
    E viva os desdobramentos
    Invadimos e penetramos todos os espaços “impossíveis”
    Somos amorais---- imorais
    Desmistificadores
    O exterior e’ o interior – moebis
    neutralizamos critérios
    transtropias
    Perguntamos---e o espaço? E O tempo? Imagina o vazio
    Então vivemos o “entre” e pulamos fora
    estamos livres do tempo e do espaço
    Vivenciamos a Síntese da surpresa
    do inesperado
    o acaso
    a violência
    o colapso
    Queremos o erro
    somos marginais
    Transconcientes
    Na era dos loucos temos um ponto de ação
    Arte abaixo, acima, entre,….sem limites
    Tudo esta em aberto,
    Buscamos coisas que nenhum de nos sabemos
    Estamos dentro do imaginário coletivo
    numa transatlântica zona livre
    de subversão total
    Despidos de qualquer qualidade ou possessão
    Somos selvagens
    e Estamos nus”
    ( por Adriana Varella)

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    2 months ago
    CORPOS INFORMÁTICOS commented on Simone Michelin - Relações de poder e performance - 2ª parte

    Tempos de Crise
    Simone Michelin
    Buemba, buemba!! Macaco Simão diretamente
    da capital do país da piada pronta...

    Sinopse: em recente entrevista gravada durante sua retrospectiva no MOMA, a artista Marina Abramovic (MA) declarou que “sempre que há uma crise econômica no mundo, a performance fica muito evidente”. Partindo desta constatação, busco refletir alguns aspectos da produção de sentido poético que tem o corpo e seu discurso como fonte motriz.


    Há certo consenso entre artistas e teóricos de que esta forma de abordagem do real nas artes visuais, a “performance”, tende a se intensificar em tempos de crise. Crise não só de ordem econômica, mas, também, no nível da produção artística, como ocorre, por exemplo, em momentos de expansão do conhecimento que trazem novas possibilidades de articulação de linguagem.
    Delineando o recorte:
    • Definição – nomenclatura
    • (nossa) identidade – política e resistência
    • As repetidas mortes e renascimentos da performance e sua relação com as oscilações financeiras do mercado e com as condições políticas e sociais
    • A relação com o mercado de arte e a produção de objetos

    Sobre a nomenclatura performance não há um acordo confortável, embora seja admitida como uma designação genérica que abarca os mais variados procedimentos, o maior problema deste termo hoje residiria em sua aderência à body art, que tem o corpo individual como fator expressivo e campo de investigação preponderante. Determinados grupos, ou artistas isolados, adotaram outra terminologia mais aproximada ao seu propósito, tal como: happenings (Allan Kaprow), arte-ação, situação (Artur Barrio), vivências (Hélio Oiticica), instaurações (Tunga), instâncias (Laura Lima), situações encenadas e situações construídas (Tino Sehgal), fuleragem (Corpos Informáticos), por exemplo. Desta forma, apontam para outras relações onde tanto o corpo social, agindo no regime da multidão, quanto o corpo dos outros são os protagonistas das cenas. Nesse ponto, o auxílio das mídias digitais e das novas tecnologias de comunicação e informação (TCI) surge como um poderoso agente que intensifica os processos de transferência do eu para os outros, de um para muitos.

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    2 months ago
    CORPOS INFORMÁTICOS tagged Tuti Minervino - Anuncie aqui with:
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    2 months ago
    CORPOS INFORMÁTICOS tagged Debate - Conceito de arte da performance - 1ª parte with:
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