SuperUber's Group

Tom Zé + SuperUber

Tom Zé - Voz, violão
Jarbas Mariz - Voz, bandolim, percursão, viola de 12 cordas
Lia Bernardes - Voz
Cristina Carneiro - Voz e teclado
Daniel Maia - Guitarra
Felipe Alves - Baixo
Rogério Bastos - Bateria
Neusa Santos Martins - Produção Executiva

Liana Brazil, Russ Rive e Equipe SuperUber - Cenografia, projeção e interatividade

Russ Rive – Criação

Liana Brazil – Criação

Renata Pittigliani - Arquiteta

Gabriela Costa de Castro - Arquiteta

Carlos de Oliveira – Design e Tecnologia

Lilian Gorini – Motion Designer

Robson Amaro – Motion Designer

Cristina Santos – Motion Designer

Marcel Calheiros – Técnico

Wladimir Gasper - MPC, Sintetizadores e Voz

Seis anos depois da última apresentação do Multiplicidade, era a vez do grande Tom Zé fechar o ano
no Multiplicidade, como se um ciclo se fechasse desde o longínquo ano de 2006.

Apesar de estar atualmente em turnê com o incrível disco Tropicália Lixo Lógico, Tom Zé pôs um freio
em tudo para fazer uma apresentação única no Multiplicidade, com um repertório completamente
diferente (mas ainda assim baseado no álbum) e com uma cenografia criada especialmente para o
show pelos artistas Digitais do SuperUber.

O cenário era composto por dezenas de fitas brancas justapostas digitalmente mapeadas, situadas
acima da cabeça dos músicos da banda. Conforme as músicas iam mudando, as projeções criadas
pela SuperUber se modificava.

Tudo que Tom Zé não parece querer ser é um artista convencional, dentro de uma caixa e com um
repertório fechado que vai de A a Z. Sua presença de palco é imprevisível, como se fosse um semi-
conhecido que te conta histórias e se diverte com elas. No auge dos 76 anos, ele parece entender que
o público o quer ver não apenas como músico, mas como uma espécie de oráculo de poesia e palavras
semi-desconexas.

Tom Zé é responsável por um passeio completo pela música brasileira, em especial pela tropicália.
Declama poesia, canta, exalta a lusofonia, interrompe pensamentos, conta história, brinca com sua
banda. É louco, é gênio, é concretista, é romântico, presta homenagens, enfim, entende seu papel de

desconstrutor musical.

Ainda assim, brinca não só com palavras como com a tecnologia. Uma pequena caixa construída pela
SuperUber estava conectada diretamente às projeções. Esse pequeno brinquedo completava toda a
brincadeira de Tom Zé, que se empolgava como uma criança de 76 anos junto ao dipositivo.

E, mesmo assim, tem tempo de homenagear figuras que lhe foram inspiradoras, como o rescém-
falecido Décio Pignatari, os irmãos Augusto e Haroldo de Campos e o diretor de teatro Zé Celso. Ainda
assim, acima de tudo, Tom Zé assume o papel que lhe é justo: o de figura central do panteão dos
mestres da Tropicália.

Após a belíssima apresentação e para dar adeus à 8ª temporada em alto nível, a festa se estendeu no
primeiro andar até o centro cultural fechar com Wladimir Gasper, alter-ego do músico e compositor
Pedro Bernardes.

Sintetizadores, MPCs e vocoders são elementos primordiais na música do artista, com influências
pesadas do funk carioca e o Miami Bass. Por detrás de uma parafernália de mesa de som, multi-efeitos,

sintetizadores e mais alguns outros brinquedos, seus beats tomavam conta do primeiro andar do Oi Futuro na
festa mais cheia da temporada até então.

j vimeo.com/55308119

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