Periquita 1850

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Azeitão, Portugal

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VAMOS BRINDAR AO ORGULHO DE SER PORTUGUÊS!
“ Ser português é sê-lo todos os dias.

Assumidamente e sem pausas. Hospitalidade é connosco e connosco ganham um amigo para a vida. Temos glóbulos vermelhos, brancos e ainda os da humildade e da honestidade. Temos o que temos e mesmo pouco havemos de o partilhar com toda a gente.

Ser português é ser o que somos, quem somos, sem sequer nos lembrarmos de que somos assim mesmo, gente boa, povo de brandos costumes, orgulhosos quanto baste, ponderados e equilibrados, mas sempre genuínos nas tradições, nos costumes e nesta maneira muito nossa de ser.

Somos desenrascados, somos. Tratamos o improviso por tu, suamos as estopinhas, damos o litro, o decilitro e o centilitro, mas se é para fazer, aparece feito. É algo difícil de explicar, este orgulho enorme nas raízes, neste estilo de vida secular que é propriedade exclusiva dos discípulos da língua de Camões. A melancolia habita o nosso dia, o sonho comanda a nossa vida, o fado é o nosso destino.

Somos poucos, mas há sempre um de nós em cada canto deste mundo redondo. Vivemos uma vida muito própria, uma existência singular que assenta nesta ocidentalidade extrema, sempre paredes meias com o vasto oceano que nos contempla olhos nos olhos.

E depois há a saudade, que mais ninguém tem ou consegue definir, aquele aperto por quem parte, seja para longe ou por uma simples tarde.

Mas ser português também é ser refilão, carrancudo, resmungão, coisas sem razão, pois basta olhar as traquinices de um miúdo para desatar a rir a bandeiras despregadas. De são e de louco todos temos um pouco, mas nós portugueses temos mais ainda: temos uma veia poética, uma queda para a rima, um jeitinho especial para o piropo.

Temos muita fé, não passamos sem o café, o papo seco é com manteiga e o nosso coração de manteiga é. Vamos à bola ao domingo, chamamos tudo ao árbitro, comemos uma bifana com um desconhecido e não tarda já lhe chamamos amigo.

Temos um ritmo muito próprio, muito nosso, mas nunca paramos, pois parar é morrer. E se tudo isto não bastasse, ainda gostamos de nos sentar à mesa, rodeado de amigos, de boa comida e de um vinho que é, também ele e desde sempre, presença constante, testemunha fiel do quanto invocamos e celebramos em nome desta nossa portugalidade, deste nosso orgulho em sermos quem somos, como somos.

Daí que, erguido o copo, brindemos a uma só voz: À NOSSA!