Phila7 - GAG

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O PHILA7 surgiu no início de 2005 com o objetivo de pesquisar novas linguagens e diferentes mídias. É formado por um núcleo de artistas de diferentes áreas: Rubens Velloso, Marcos Azevedo, Mirella Brandi, Beto Matos e Marisa Riccitelli Sant´ana. O PHILA7 trabalha com a imagem e a tecnologia na busca de novos parâmetros para uma poética contemporânea. A relação entre o corpo presencial e a virtualidade é o foco central.

Nestes cinco anos o PHILA7 experimentou relações de contaminação de diversas linguagens artísticas até chegar à construção de espetáculos onde a internet transformou-se efetivamente em um palco virtual, como na série “Play on Earth”.

Resultado do interesse na pesquisa e espetáculos do PHILA7 são as várias teses, artigos e estudos que se desenvolvem atualmente:

1. Rodolfo Araújo –Tese de pós graduação sobre Teatro digital com o PHILA7. Participa do núcleo de pesquisa CEPOP-ATOPOS da ECA/USP, dirigido a estudos sobre opinião pública dos novos contextos digitais. – Escreveu o artigo “Uma nova dimensão para arte com Teatro digital” no site Websinder..
2. Marta Isaacsson – professora da Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade do Rio Grande do Sul e pesquisadora do CNPq/ Ministério da Ciência e Tecnologia,desenvolve investigação sobre a interferência de novas midias no contexto do teatro. Após ter reunido registros de produções de grupos do Québec/Canadá,busca atualmente coletar material junto à grupos brasileiros, entre eles o PHILA7
3. Jacqueline Rodrigues de Souza Raymundo –“Teatro digital: Fronteiras da cena contemporânea na era das novas tecnologias” – Tese de Mestrado sendo desenvolvida no CLA – Programa de Pós Graduação Mestrado em Teatro pela UniRio.
4. Livro Eletrônico de Língua Portuguesa , Editora COC, Capítulo sobre Novos Caminhos da Arte – “What´s Wrong with the World”, publicado no segundo semestre de 2009.

Com seu primeiro espetáculo, “Galileo Galilei”, o PHILA7 experimentou a convergência de linguagens ao montar o texto clássico de Brecht com projeções videográficas que criavam diferentes camadas de encenação e uma trilha sonora realizada ao vivo pela Orquestra de Câmara da USP. Realizado no Teatro Alfa, em São Paulo, com Paulo César Peréio como Galileu.

Em julho de 2005, o PHILA7 aprofunda as relações de sua dramaturgia com o universo midiático com o texto “A Verdade Relativa da Coisa em Si” de Beto Matos e Marcos Azevedo. No final deste mesmo ano o texto ganha o Prêmio Funarte de Dramaturgia-2005.

Em 2006, com seu segundo espetáculo, “Play on Earth”, o PHILA7 tornou-se pioneiro no uso da Internet para a criação e apresentação de uma peça teatral que uniu três elencos em três continentes simultaneamente: Phila7 em São Paulo, Station House Opera em NewCastle na Inglaterra e Cia Theatreworks em Cingapura. Três audiências, cada uma em sua cidade, assistiram as atuações no palco e nas telas que constituiam um quarto espaço imaginário.

Em 2006/07, o projeto multimídia “OP1” de Mirella Brandi é selecionado pelo RUMOS Itaú Cultural e pelo panorama SESI. Apresentou-se também no Motomix SP, Caixa Cultural - RJ e em Montreal, Canadá. OP1 explora os limites entre o real e o imaginário através dos princípios da Optical Art e da interação entre corpo, vídeo, luz e música.

Em 2006, convidado pelo Itaú Cultural, o PHILA7 integra as atividades do Emoção Art.ficial 3.0 com o espetáculo “A Verdade Relativa da Coisa em Si”, com a participação especial de José Mojica Marins (Zé do Caixão) ao vivo pelo Skype.

Em 2007, o PHILA7 inaugura sua sede em São Paulo, o GAG – Grupo de Arte Global (gag.art.br) - um pólo agregador e irradiador dos novos cruzamentos da arte contemporânea. O GAG nasce para dar concretude à um processo de interlocução entre projetos culturais, artísticos e tecnológicos.

Neste ano estreou o espetáculo mutimídia “FEBRE”, em co-produção com Núcleo DRAMAX* , texto e direção de Marcos Azevedo, no GAG. A peça recontextualiza os conceitos de imperialismo, guerra e terrorismo, numa escala familiar, micro-cósmica, traçando um paralelo com “Oréstia” de Ésquilo.

Ainda em 2007 inaugura o projeto “RODA”: cruzamento do corpo com diferentes mídias e a experimentação de novas linguagens artísticas envolvendo a utilização da tecnologia digital como suporte. Com curadoria de Maíra Spanghero e do PHILA7, “RODA” contou com 16 obras e 22 artistas de diferentes partes do país.

Em 2008, encenou na OI FUTURO, no Rio de Janeiro, “What´s Wrong with the World?” da série Play on Earth, um espetáculo ao vivo entre Brasil (Rio de Janeiro) e Inglaterra (Londres). Linkados pela Internet em tempo real, atores brasileiros e ingleses contracenaram, fazendo do “mundo” seu palco numa proposta marcada pelo ineditismo de linguagem e estrutura dramática.
Nesse mesmo ano recebe da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo o “Prêmio Estímulo de Novos Textos de Dramaturgia” para desenvolvimento do texto “Para Além da Fresta” de Beto Matos. O texto parte do confronto histórico da Praça da Paz Celestial em Pequim em 1989 para tratar das questões da “alteridade”.

Em Junho de 2009 estréia “WeTudo - DesEsperando Godot”, espetáculo que estreou no GAG e participou do projeto Zona de Risco do Centro Cultural São Paulo. Neste espetáculo o público participa ativamente, seja presencialmente (convidado a trazer seus computadores e celulares), seja virtualmente, através da internet.

Em 2009, como resultado destes cinco anos de pesquisa, o Phila7 foi indicado para o Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia.
O último espetáculo do Phila7, Alice Através do Espelho, em parceria com o Coletivo BijaRi e com o Núcleo Experimental do SESI estreou em abril de 2010 e fez temporada no SESI – SP, no Centro Cultural Ruth Cardoso, espaço Mezanino e no Teatro do SESI.

Em agosto de 2010, o Phila7 participa do Conexão XXI – Festival cênico realizado em João Pessoa na Paraíba, cujo foco é a pesquisa de linguagem a partir do uso de recursos tecnológicos. Neste festival o Phila7 apresentou o espetáculo “WeTudo – DesEsperando Godot” e fez a pré-estréia de “O Homem da Camisa Branca – Para Além da Fresta”.

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