Vanessa Santos

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Sou Vanessa Santos, tenho 24 anos, me formei recentemente no curso de Artes Visuais/Escultura, na UFRJ. Minha pesquisa tem o corpo como meio na produção de arte contemporânea, partindo das relações sensoriais, onde a principal questão trata-se da memória inconsciente do corpo. No processo e prática possuo produção com diversos meios como o vídeo e a fotografia, além de textos poéticos, documentais e críticos sobre minha própria produção e sobre a arte contemporânea. Eu falo LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) fluentemente e desde a minha infância, e isso se reflete totalmente no meu trabalho, onde busco questionar a linguagem e a sua relação com os gestos que são feitos com as mãos mas que envolvem todo o corpo, desde a expressão facial até a localização em que estes gestos são feitos no corpo. O gesto é inserido em LIBRAS, mas também foge à própria técnica dessa linguagem no cotidiano. Questiona-se, então, a partir daí o que é a linguagem do corpo, a partir das interações físicas, sensórias do Sujeito com o mundo e, principalmente, com o Outro. Após já ter feito cursos em diversas áreas dentro do campo da Arte (pintura, escultura, desenho), e após já ter produzido trabalhos que necessitam da técnica para a execução, fica claro para mim que meu trabalho não é esse. Possuo uma grande produção textual que é feita a partir de relatos, além de textos desconexos, fragmentados e poéticos, além do questionamento em que faço sobre as mãos na configuração do gesto comunicativo (LIBRAS), porém e principalmente, no questionamento sobre o próprio contato (com o tato) e isso demonstra a minha necessidade de produzir Arte a partir do cotidiano, das relações que estabelecemos ao interagir com o outro, através do diálogo (da linguagem codificada), até o contato físico e sensorial e a reflexão que surge a partir disso. Como dizia Kaprow: "Jovens artistas de hoje não precisam mais dizer 'Eu sou pintor' ou 'um poeta' ou 'um dançarino'. Eles são simplesmente 'artistas'. Tudo na vida estará aberto para eles. Descobrirão, a partir das coisas ordinárias, o sentido de ser ordinário. Não tentarão torná-las extraordinárias, mas vão somente exprimir o seu significado real. No entanto, a partir do nada, vão inventar o extraordinário e então talvez também inventem o nada" (Texto: O legado de Jackson Pollock" de Allan Kaprow).

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