SINOPSE
Desde que o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder em Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil), em 1993, a ideia foi – através da criação do Orçamento Participativo (OP) – colocar as populações dos bairros mais pobres e das favelas a decidir como gastar melhor os recursos da Prefeitura, destinado a investimentos básicos.
Há 17 anos, as populações desses bairros vivem a experiência de poder escolher as obras que são, para si, mais prioritárias. Mas o OP não foi pacificamente aceite e acabou por ser um corpo estranho entre as instituições herdadas da democracia representativa, uma divisão de poderes nem sempre bem recebida.
Os vereadores (deputados municipais), antes habituados a apadrinhar as obras como moeda de troca de apoio político pelas populações, vigiam de perto o que pode correr mal no OP. A própria Prefeitura já aprendeu o mecanismo do OP e não resiste a condicionar os planos de obras a aprovar pelas populações, de forma a ir mais ao encontro das suas prioridades politicas. No final, nem todos saem felizes com um processo que deveria ser transparente.
O documentário OP BELÔ acompanha as fases finais do OP 2009/2010 e reflecte as contradições desse processo, os conflitos que se geram até à decisão final da escolha das obras.
FICHA TÉCNICA
Um filme de
JOÃO RAMOS DE ALMEIDA
Uma produção
ÂNIMO LEVE
Imagem e Som
TIAGO FIGUEIREDO e JOÃO RAMOS DE ALMEIDA
Montagem
JOÃO RAMOS DE ALMEIDA e TIAGO FIGUEIREDO
Imagens históricas:
ACERVO DE BELO HORIZONTE
Aguarelas
MIGUELANXO PRADO, do livro “Belo Horizonte”
Banda Sonora
Mix de canções de Carlinhos Brown . Comunidades Lobos, Mares de ti – com sons industriais, retirados de “Sound Library, Industry and Civil engineering”, editado por Tempo.
Cartaz
João Vasco