Documentário sobre as percussões nas Festas de São João de Braga. Gravações realizadas em 2013 e 2014.
O projecto Tocá Rufar tem, desde a sua génese em 1996, promovido o desenvolvimento de oficinas de percussão em todo o país e no estrangeiro atraindo crianças, jovens e adultos para esta prática ancestral. Acções de sensibilização para a percussão tradicional portuguesa em estabelecimentos de ensino, acções de formação em associações, colectividades e Escolas Superiores de Educação geraram o aparecimento de dezenas de novos grupos em contextos diversificados. Por todo o país - continente e regiões autónomas dos Açores e da Madeira - surgiram novos grupos musicais de percussão, grupos de percussão em universidades, grupos e classes de percussão em escolas públicas e privadas.
A nossa acção tem contribuído de forma significativa para a valorização da percussão em Portugal, afirmando esta prática como património nacional e detentora de uma linguagem musical única assente numa cultura ancestral na qual todos nos revemos e identificamos. Também as regiões de onde esta prática é originária - sendo as mais representativas as regiões da Beira Interior, Entre Douro e Minho – ganharam novo alento com a promoção que o projecto Tocá Rufar trouxe a este todo.
A cidade de Braga é um dos melhores exemplos desta dinâmica de multiplicação do modelo Tocá Rufar. Com origem numa formação de formadores realizada há mais de uma década em Braga surgiram diversos grupos e alguns com dezenas de participantes. O elemento feminino, outrora completamente excluído desta prática, afirmou-se rapidamente e é comum haver um maior número de raparigas nas formações actuais. É, também, admirável, o trabalho desenvolvido por algumas associações e escolas com crianças, jovens e adultos portadores de deficiências – motoras e psíquicas - utilizando a percussão tradicional portuguesa como matriz terapêutica.