Vamos falar de pelo menos três ilusões: uma foi a dos valores vazios, que a crise depreciou, ao preço de inúmeras falências; outra é a do amor-paixão, que nos faz atribuir todas as perfeições a uma pessoa que, obviamente, não pode ser tanta coisa assim; e a ilusão do poder, que nos engana sobre os outros: quem manda sente vaidade, quem o cerca o bajula. Ora, nosso mundo não consegue um entusiasmo que não seja eufórico. Mas um entusiasmo assim é ilusório. É possível viver sem ilusões? Penso que não é mais esta a questão, e sim outra: é necessário viver com menos ilusões.

Com o doutor e professor em Ética e Filosofia Renato Janine Ribeiro.

Gravado em São Paulo, 7 de outubro de 2009.

Loading more stuff…

Hmm…it looks like things are taking a while to load. Try again?

Loading videos…