26ª recolha de entrevista

BI: Ednilson Rodrigues, mais conhecido por Dom Billy, nasceu no ano de 1965 no bairro Penha (um bairro perifério de São Paulo).

Está fortemente ligado à cultura hip-hop desde há quase 4 décadas, primeiro através da dança (breakdance) e depois via música e ritmo (com o rap).

A partir de 1983 começou a desenvolver a sua linguagem sonoro-musical, da qual a mensagem com ligação ao seu bairro e a algumas das desigualdades que nele permaneciam não estava dissociada. Hoje vive em Itaquera (outro bairro da periferia de São Paulo) e nesta recolha reflecte, entre outros aspectos, sobre o seu afastamento do rap inicial com influência americana que escutava e de uma maior aproximação a algumas das regiões do Brasil, que preservam e repercutem algumas das suas manifestações musicais e culturais (como o 'coco', o , 'maracatu', 'ciranda' - que são uma espécie de 'canto falado' - ou até alguns dos dialectos e da literatura de cordel das várias localidades), que resgata para a construção do seu ritmo e musicalidade no projecto Preto Véio (a expressão 'Véio' é uma expressão utilizada em algumas regiões do Brasil, quando alguém se dirige por camaradagem a alguém mais sabedor, experiente ou 'patriarca').

A evolução da forma de expressão sonora (rap) de Dom Billy aproximando-se das práticas musicais 'tradicionais' de algumas das regiões do Brasil, a poesia como forma de protesto, a troca da contundência explicíta do rap pela poética metafórica, que talvez o acumular de anos ligado ao hip-hop potenciaram fazendo-o aproximar do seu país 'regional e musical', etc.

© Dom Billy à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Nota: Recolha feita perto de uma fonte de água num jardim (Paisagem sonora incluída)

Direitos Reservados Mural Sonoro
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