olha em redor dos bosques e veredas destruídas
pela explosão devastadora das minas e ouve
as vozes límpidas morrerem no poema

antes e depois da alegria
antes e depois de pânico

grava na parede esboroada do ar
o sulco ténue da infância - e fala-me dela
aproxima-te
para veres o horror tranquilo das imagens
no fundo dos meus olhos

antes e depois da alegria
antes e depois do pânico

debruça-te naquele terraço virado ao inimigo
onde um rosto de estuque arde e
um ferro reduziu a memória a nada

antes e depois da alegria
antes e depois do pânico

em volta das casas demolidas o anoitecer
o lume incontrolável - e alguém
atravessa o deserto
com uma criança de jade nos braços

antes e depois da alegria
antes e depois do pânicos
mas sempre durante o sofrimento

não cantes

al berto

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