E o que fazer com esse nada?
E o que fazer com o seu nada?

No quarto espero no limite do desespero.
Nada do que foi ontem me encerra nesse instante.
Nesse lugar me encaro e reparo,
E olho o relógio e o sol e o antes.
Não, você ainda não veio...

O que será que me faz esperar?
Por que finjo arriscar e ensaio te amar?
Ligo números que não decorei,
Encarando medos que não criei.
Que corpo é esse que te vejo tocar,
Que daqui a pouco te deixo narrar?
Olho o tempo e paro de olhar.

A porta, deixo aberta.
Os olhos, os vejo abertos.
Mas ainda assim, não me enxergo.
E me dói não ser quem quero
E não fazer o que espero.
Por isso... Aí te quero.

Olha pra mim!
Me enxerga... por mim.
Faz por mim o que te pago.
E não volte antes de entrar!
Nuances do tempo que venta pra lá.
Meu igual morreu, meus pais secaram.
Nada é pra sempre pros que se amaram.
Cadê você que não chega?

Vejo que me esqueci.
Que não foi bem assim.
Pra mim dois toques bastariam.
Dói meu rim porque não é bem assim.
Quando finjo que morro, esqueço os olhos abertos.
Na chuva passam conversíveis descobertos.
E crianças choram e minha vida some.
Nunca disquei seu número.
Te espero em vão.
Choro silêncio decorado de trovão.

E o que fazer com esse nada?
E o que fazer com o seu nada?

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