Lucas é um líder nato. O mais velho dos jovens, é visto com certa admiração pelos mais novos. Durante o Combate dos Sinos, de forma não oficial e não dita em voz alta, é ele quem coordena a festa na Torre dos Passos, na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar. Estrategista e bastante esperto, ele coloca ordem na meninada, decide como enganar a torre rival e está presente em quase todas as perigosas reviradas.
O rapaz começou a tocar sino ainda criança. Desde cedo acompanhava amigos e primos nas torres, sempre atento aos toques e repiques. Aprendeu quase tudo de ouvido, treinando em casa as batidas em um botijão de gás. De lá pra cá, o sino é seu maior distraimento. Poder tocar os sinos e, principalmente, revirá-los, é um alívio para Lucas, uma forma de gastar energia. Um esporte? Talvez. O caso é que encontrar os amigos nas torres é para o jovem um dos principais motivos para continuar.
E continuar nem sempre foi fácil. Lucas tinha dois empregos: trabalhava em um museu durante o dia e nos finais de semana à noite alugava de equipamentos de som para festas e eventos. Muitas vezes chegava em casa quase ao amanhecer e já às sete da manhã ia anunciar missa nos sinos.
Mas o esforço não foi em vão. Recentemente, Lucas começou a trabalhar na Igreja do Rosário. E o que era apenas um hobby começa a se tornar uma profissão de verdade.

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