1. "Eu gosto delas, só não sei se elas gostam de mim". "Elas" são 101 vacas da Fazenda da Vertente de Santana, no município mineiro de Lagoa da Prata, que Elisângela de Alencar Silva ordenha duas vezes por dia. De tanto conviver com elas, já conhece o temperamento de cada uma. Raquel, por exemplo, é sempre a primeira a entrar na fila da ordenha. "Ela fica doidinha para ir embora logo", diz Elisângela.
    Paulista do interior, mudou-se para Lagoa da Prata aos 9 anos com a mãe viúva. Considera Minas Gerais um lugar calmo para se viver e tem adoração pela profissão que escolheu. Faz questão de deixar claro que prefere o trabalho com criação à rotina doméstica. Seu sonho é poder estudar sobre o comportamento das vacas.
    "Quero poder entender, tipo assim, se a vaca tá doente, o que que levou ela a ficar assim. "Às vezes, a vaca larga de dar leite e o povo pensa que é uma mamite. Eu já penso o contrário, que não é só uma mamite que vai fazer a vaca parar de dar leite", diz, com sotaque mineiro. "Desafio para mim é poder aprofundar mais sobre o conhecimento da área que eu gosto, que é mexer com vaca. Poder conhecer, estudar elas mais -- psicologicamente falando, se é que você me entende."

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  2. Filho de caldeireiro, Antonio José Moreira, 41 anos, mineiro de Coronel Fabriciano, criado em Ipatinga, no Vale do Aço, explica assim seu destino: "Quando eu era pequeno, meu pai passou minha barriga no ferro, para eu tomar gosto dele ... e eu tomei."
    Desde os quatro anos de idade, brincava com as ferramentas da caldeiraria, o maçarico e as máquinas de solda, e se familiarizava com o ofício. Ao mesmo tempo, se assustava com as marcas que o trabalho deixava no pai. "Ele se acidentava muito. Queimava o olho de solda, machucava a mão na calandra. Quando chegava em casa, parecia que estava voltando de uma guerra."
    Com a experiência de trabalhar na Usiminas, o pai começou sua própria empresa no fundo do quintal, quando "Toninho" tinha um ano. Aos poucos, juntou dinheiro, comprou equipamentos e, com dois sócios, fundou a Faceme, fornecedora de mineradoras e siderúrgicas, que nos últimos anos passou a fabricar também grandes peças para hidrelétricas e navios.
    Competir no setor naval, estando longe do mar, é a principal dificuldade para as caldeirarias de Ipatinga, devido à dimensão das peças que um navio necessita, diz Antônio. E sorri: "Mas nós conseguimos trazer o mar até Minas."

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  3. Marco Falcone gosta de se lançar em empreendimentos diversos mas foi fabricando cerveja artesanal que encontrou o seu lugar. Neste vídeo ele conta como começou sua cervejaria, a Falke Bier, além de refletir sobre os benefícios que as cervejarias artesanais podem trazer para a economia da região.

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  4. Manhuaçu, na Zona da Mata, é famosa pelas fazendas de café desde o século XIX. Miriam Junqueira Leitão e um grupo de ... mulheres da cidade, querem que, além do café, ela seja conhecida por sua produção de flores tropicais: helicônias alpinia e bihai, bastáo do imperador, anturio, estrelicia, entre elas.
    Nascida em Leopoldina, Miriam casou-se e mora em Manhuaçu, onde nasceram seus quatro filhos. Toda vida foi apaixonada por flores e cultivava jardins, até que juntou-se ao grupo de mulheres da associação de produtoras da cidade. Com assistência do Sebrae e da Embrapa, ganharam coragem para começar a reivindicar espaço nas fazendas para suas plantações. "Meu marido não acreditava: -- Plantar no jardim, tudo bem. Mas, plantar para vender..."
    No começo, ela escolhia os cantinhos onde não dava café e onde o gado não pastava, para plantar as flores sem prejudicar a fazenda. "Hoje eles (os maridos) nos dão áreas nobres para plantar, e plantamos flores maravilhosas." A cidade de Manhuaçu, para Miriam, já é uma referência quando o assunto é flores tropicais. Dali saem mudas e arranjos vendidos para todo o Brasil.

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  5. Setembro de 1960, o Ballet Klauss Vianna apresenta em Belo Horizonte. Entre os bailarinos convidados está Décimo de Castro, um jovem de 20 anos, nascido em Paracatu, no Noroeste de Minas. A apresentação da coreografia do poema "O caso do vestido", de Drummond de Andrade, impressionou o embaixador soviético e o levou a oferecer uma bolsa de estudos ao bailarino, para que estudasse na URSS.
    Décimo estava pronto para ir, mas, na hora H, mudou de idéia. "Rasguei o passaporte, a bolsa de estudos, joguei para cima e falei: -- Eu vou embora para minha terra." Foi advertido por carta, por um tio fazendeiro em Paracatu, que ali não era lugar para um artista como ele, era um mundo bruto. "Não faz mal não , eu quero ficar aí uns tempos", respondeu.
    E foi. Cuidava do gado e punha os homens para trabalhar. "Eu custei a enquadrar a conversa como eles aqui. Palavreado complicado, era aquilo do João Guimarães Rosa". Os sertanejos tinham costume de andar de mãos dadas, lembra, forma respeitosa de manifestar companheirismo. Quando batia a saudade do ballet, saia cavalgar à noite, ia na beira do rio escutar o barulho dos bichos. "Aquilo me acalentava muito."

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Riquezas de Minas

antonia domingues

Serie de 12 publicações no jornal Estado de Minas em torno das tendencias e vocações econômicas de cada região do Estado. Os vídeos acompanharam as publicações no Blog do projeto retratando e investigando diferentes perfis profissionais e personagens.

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