1. 4 de março - A Igreja Moçárabe de Lisboa (séc. IV a séc. XII)
    11 de março - Da reconquista de 1147 à expansão do século XVI
    18 de março - A estrutura anterior ao terramoto e a reforma Pombalina
    25 de março - As freguesias modernas e a reforma em curso

    O tema das freguesias de Lisboa está na ordem do dia das preocupações recentes dos responsáveis administrativos da cidade. No entanto, essa focagem tem-se centrado sobretudo sobre as esferas políticas e administrativas, deixando na penumbra (quando não no esquecimento) a evolução histórica milenar que conduziu à situação que hoje se tenta repensar.
    Ora o aparecimento sucessivo das freguesias, com picos de novidade em períodos marcantes da história da cidade – como a renovação após a conquista de 1147 ou a “explosão” demográfica do século XVI –, bem como a sua evolução complexa de fusões ou alteração de órgãos merece uma atenção pormenorizada até se chegar à grande reforma pombalina de 1769/70, a última realizada antes daquela a que hoje assistimos.
    São inúmeras e pertinentes as questões que o tema coloca na reflexão sobre a história da cidade, incluindo mesmo a de entender como a preocupação pós liberal, e sobretudo republicana, de separação entre os universos sacros e laicos nunca “se atreveu” a mexer na estrutura das freguesias, ainda hoje referidas às coordenadas da Igreja Católica.
    Um tema, pois, que abarca a história de Lisboa numa perspetiva de longa duração, bem como ilumina algumas fragilidades de poderes sempre muito afirmativos. Ainda hoje, apesar da focagem da reforma ser essencialmente administrativa, não se prescindiu de fazer a Igreja participar, de forma expressiva, no esquema final adotado e, em especial, na nomenclatura das novas unidades. Ou seja, nunca se separou a freguesia, conceito administrativo, da paróquia, unidade do múnus religioso.

    As Freguesias da Igreja Moçárabe
    Este é um tema até hoje pouco explorado da história de Lisboa. A informação é praticamente inexistente e, durante séculos, em especial após a reconquista cristã de 1147, foi uma matéria tabu, sendo repetido que todas as freguesias de Lisboa tinham sido instituídas após a «cristianização» decorrente da referida conquista. Segundo essa interpretação oficial Lisboa era, nessa data, uma cidade exclusivamente muçulmana. No entanto, algumas opiniões mais modernas têm posto em causa esta leitura histórica, baseadas em múltiplos indicadores que se desenvolverão nesta sessão, procurando-se igualmente uma reconstituição aproximada da estrutura da comunidade cristã moçárabe de Lisboa.

    Na sequência da graduação em História de Arte (UNL), José Sarmento de Matos dedicou-se ao estudo da Arquitetura Civil de Lisboa, alargando sucessivamente a pesquisa olisipográfica a outros campos da realidade urbana. Tem publicado vários títulos sobre a evolução histórica da cidade e participado em cursos e colóquios sobre temas lisboetas.

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  2. 4 de março - A Igreja Moçárabe de Lisboa (séc. IV a séc. XII)
    11 de março - Da reconquista de 1147 à expansão do século XVI
    18 de março - A estrutura anterior ao terramoto e a reforma Pombalina
    25 de março - As freguesias modernas e a reforma em curso

    O tema das freguesias de Lisboa está na ordem do dia das preocupações recentes dos responsáveis administrativos da cidade. No entanto, essa focagem tem-se centrado sobretudo sobre as esferas políticas e administrativas, deixando na penumbra (quando não no esquecimento) a evolução histórica milenar que conduziu à situação que hoje se tenta repensar.
    Ora o aparecimento sucessivo das freguesias, com picos de novidade em períodos marcantes da história da cidade – como a renovação após a conquista de 1147 ou a “explosão” demográfica do século XVI –, bem como a sua evolução complexa de fusões ou alteração de órgãos merece uma atenção pormenorizada até se chegar à grande reforma pombalina de 1769/70, a última realizada antes daquela a que hoje assistimos.
    São inúmeras e pertinentes as questões que o tema coloca na reflexão sobre a história da cidade, incluindo mesmo a de entender como a preocupação pós liberal, e sobretudo republicana, de separação entre os universos sacros e laicos nunca “se atreveu” a mexer na estrutura das freguesias, ainda hoje referidas às coordenadas da Igreja Católica.
    Um tema, pois, que abarca a história de Lisboa numa perspetiva de longa duração, bem como ilumina algumas fragilidades de poderes sempre muito afirmativos. Ainda hoje, apesar da focagem da reforma ser essencialmente administrativa, não se prescindiu de fazer a Igreja participar, de forma expressiva, no esquema final adotado e, em especial, na nomenclatura das novas unidades. Ou seja, nunca se separou a freguesia, conceito administrativo, da paróquia, unidade do múnus religioso.

    As Freguesias da Igreja Moçárabe
    Este é um tema até hoje pouco explorado da história de Lisboa. A informação é praticamente inexistente e, durante séculos, em especial após a reconquista cristã de 1147, foi uma matéria tabu, sendo repetido que todas as freguesias de Lisboa tinham sido instituídas após a «cristianização» decorrente da referida conquista. Segundo essa interpretação oficial Lisboa era, nessa data, uma cidade exclusivamente muçulmana. No entanto, algumas opiniões mais modernas têm posto em causa esta leitura histórica, baseadas em múltiplos indicadores que se desenvolverão nesta sessão, procurando-se igualmente uma reconstituição aproximada da estrutura da comunidade cristã moçárabe de Lisboa.

    Na sequência da graduação em História de Arte (UNL), José Sarmento de Matos dedicou-se ao estudo da Arquitetura Civil de Lisboa, alargando sucessivamente a pesquisa olisipográfica a outros campos da realidade urbana. Tem publicado vários títulos sobre a evolução histórica da cidade e participado em cursos e colóquios sobre temas lisboetas.

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  3. 4 de março - A Igreja Moçárabe de Lisboa (séc. IV a séc. XII)
    11 de março - Da reconquista de 1147 à expansão do século XVI
    18 de março - A estrutura anterior ao terramoto e a reforma Pombalina
    25 de março - As freguesias modernas e a reforma em curso

    O tema das freguesias de Lisboa está na ordem do dia das preocupações recentes dos responsáveis administrativos da cidade. No entanto, essa focagem tem-se centrado sobretudo sobre as esferas políticas e administrativas, deixando na penumbra (quando não no esquecimento) a evolução histórica milenar que conduziu à situação que hoje se tenta repensar.
    Ora o aparecimento sucessivo das freguesias, com picos de novidade em períodos marcantes da história da cidade – como a renovação após a conquista de 1147 ou a “explosão” demográfica do século XVI –, bem como a sua evolução complexa de fusões ou alteração de órgãos merece uma atenção pormenorizada até se chegar à grande reforma pombalina de 1769/70, a última realizada antes daquela a que hoje assistimos.
    São inúmeras e pertinentes as questões que o tema coloca na reflexão sobre a história da cidade, incluindo mesmo a de entender como a preocupação pós liberal, e sobretudo republicana, de separação entre os universos sacros e laicos nunca “se atreveu” a mexer na estrutura das freguesias, ainda hoje referidas às coordenadas da Igreja Católica.
    Um tema, pois, que abarca a história de Lisboa numa perspetiva de longa duração, bem como ilumina algumas fragilidades de poderes sempre muito afirmativos. Ainda hoje, apesar da focagem da reforma ser essencialmente administrativa, não se prescindiu de fazer a Igreja participar, de forma expressiva, no esquema final adotado e, em especial, na nomenclatura das novas unidades. Ou seja, nunca se separou a freguesia, conceito administrativo, da paróquia, unidade do múnus religioso.

    As Freguesias da Igreja Moçárabe
    Este é um tema até hoje pouco explorado da história de Lisboa. A informação é praticamente inexistente e, durante séculos, em especial após a reconquista cristã de 1147, foi uma matéria tabu, sendo repetido que todas as freguesias de Lisboa tinham sido instituídas após a «cristianização» decorrente da referida conquista. Segundo essa interpretação oficial Lisboa era, nessa data, uma cidade exclusivamente muçulmana. No entanto, algumas opiniões mais modernas têm posto em causa esta leitura histórica, baseadas em múltiplos indicadores que se desenvolverão nesta sessão, procurando-se igualmente uma reconstituição aproximada da estrutura da comunidade cristã moçárabe de Lisboa.

    Na sequência da graduação em História de Arte (UNL), José Sarmento de Matos dedicou-se ao estudo da Arquitetura Civil de Lisboa, alargando sucessivamente a pesquisa olisipográfica a outros campos da realidade urbana. Tem publicado vários títulos sobre a evolução histórica da cidade e participado em cursos e colóquios sobre temas lisboetas.

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  4. A conferência Lisboa: a espessura do Tempo põe em perspetiva a ideia de que a construção da Cidade de Lisboa enquanto uma forma de Paisagem é um fenómeno que se pode compreender a partir do conhecimento da sua Natureza, da transformação dessa Natureza em Paisagem, da construção da sua Paisagem enquanto fenómeno Cultural e do potencial de desenvolvimento que contém no seu próprio Corpo e Identidade. A aproximação à complexidade desta forma de Paisagem que se constitui como Cidade é feita de forma não-linear, porque o que resulta do conhecimento a partir de diferentes perspetivas (a Natureza, a Construção, a Cultura e a sua Revelação) não pode jamais ser entendido de forma fragmentada, mas através da sua articulação. Terá a Paisagem da Cidade de Lisboa uma Genética que contem todos estes dados e a explica? Poderá ser entendida enquanto Erupção, Sedimentação e Metamorfose de factos Naturais e Culturais interrelacionados e cristalizados na forma urbana e nas suas dinâmicas? Poderá o desenvolvimento de um novo ciclo histórico, cultural e económico, recriar a sua identidade, poder económico e afirmação cultural, e construir uma Cidade, que é uma Região, que é uma Paisagem Global?
    Desenvolvendo-se ao longo de quatro sessões durante o mês de fevereiro, a conferência abordará os temas da ‘Natureza da Cidade’, da ‘Paisagem como Transformação’, da ‘Paisagem como Construção Cultural’ e da ‘Espessura do Tempo’, procurando introduzir diversas perspetivas de conhecimento acerca da formação da Cidade de Lisboa, da sua Natureza subjacente e presente, da sua receção enquanto fenómeno cultural e coletivo, e do seu potencial de renascimento e transformação, questionando de que forma a sua Identidade pode constituir a principal energia e processo de renascimento.

    João Gomes da Silva (Lisboa, 1962) é Arquiteto-Paisagista, vive e trabalha em Lisboa e dedica-se à produção de pensamento e espaço de Paisagem. A conferência resulta do seu envolvimento no Laboratório de Paisagem. É professor no Departamento de Arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa, e na Accademia di Architettura di Mendrisio.

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  5. A conferência Lisboa: a espessura do Tempo põe em perspetiva a ideia de que a construção da Cidade de Lisboa enquanto uma forma de Paisagem é um fenómeno que se pode compreender a partir do conhecimento da sua Natureza, da transformação dessa Natureza em Paisagem, da construção da sua Paisagem enquanto fenómeno Cultural e do potencial de desenvolvimento que contém no seu próprio Corpo e Identidade. A aproximação à complexidade desta forma de Paisagem que se constitui como Cidade é feita de forma não-linear, porque o que resulta do conhecimento a partir de diferentes perspetivas (a Natureza, a Construção, a Cultura e a sua Revelação) não pode jamais ser entendido de forma fragmentada, mas através da sua articulação. Terá a Paisagem da Cidade de Lisboa uma Genética que contem todos estes dados e a explica? Poderá ser entendida enquanto Erupção, Sedimentação e Metamorfose de factos Naturais e Culturais interrelacionados e cristalizados na forma urbana e nas suas dinâmicas? Poderá o desenvolvimento de um novo ciclo histórico, cultural e económico, recriar a sua identidade, poder económico e afirmação cultural, e construir uma Cidade, que é uma Região, que é uma Paisagem Global?
    Desenvolvendo-se ao longo de quatro sessões durante o mês de fevereiro, a conferência abordará os temas da ‘Natureza da Cidade’, da ‘Paisagem como Transformação’, da ‘Paisagem como Construção Cultural’ e da ‘Espessura do Tempo’, procurando introduzir diversas perspetivas de conhecimento acerca da formação da Cidade de Lisboa, da sua Natureza subjacente e presente, da sua receção enquanto fenómeno cultural e coletivo, e do seu potencial de renascimento e transformação, questionando de que forma a sua Identidade pode constituir a principal energia e processo de renascimento.

    João Gomes da Silva (Lisboa, 1962) é Arquiteto-Paisagista, vive e trabalha em Lisboa e dedica-se à produção de pensamento e espaço de Paisagem. A conferência resulta do seu envolvimento no Laboratório de Paisagem. É professor no Departamento de Arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa, e na Accademia di Architettura di Mendrisio.

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ARQUITECTURA - URBANÍSTICA - DESENHO URBANO

Nuno

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