1. alephs.wordpress.com

    O restaurante é pequeno e fica numa vila estreita e meio invisível da rua Augusta, a uma quadra da Paulista e no mesmo quarteirão do Espaço Unibanco. Se estivesse um pouco mais próximo da calçada atrairia os olfatos antes da vista. O aroma do vapor que escapa daquela wok sobre as três bocas da cozinha aberta é quase insuportável de bom. Digo isso com propriedade, porque antes de me sentar para comer, aguardei longos, longos trinta minutos pela Anita, amiga querida, viajante e excelente jornalista, que me ajudou a filmar e a comer.
    O lugar é bem simpático e possui um conceito simples. Três pratos e duas sobremesas. Comidinha roots por preços generosos. Os condimentos são mais leves que a versão original tailandesa para se adequar ao paladar brasileiro. Primeiro, o Pad Thai, o arroz com feijão dos caras. O mais clássico dos pratos. Todo mundo que comeu em restaurante tailandês conhece. Eu não conhecia. O prato leva espaguete de arroz, camarões, broto de feijão, molho de camarão, molho de peixe (nampla), limão, pimenta, cebolinha, tamarindo e açúcar. Esta foi a pedida da Anita. Meti o garfo, e tenho vontade de voltar amanhã para repetir.
    A minha foi um arroz frito com abacaxi e carne de porco (podia-se optar por carne de vaca ou tofu), o Khao Pad. Este prato tinha mais sustância que o da Ana. Muito bom. A Camila os serves com garfo e colher, que é, segundo li, o modo como se come por lá. Íamos pedir o terceiro prato, o Curry, mas depois das sobremesas de arroz com côco e manga e do brigadeiro de capim-limão e as duas long necks que tomamos debaixo de um delicioso calor de verão, não pudemos provar de todo o cardápio. Vai ser difícil não voltar.
    Já as minhas capacidades de cineasta roots deixaram a desejar. Senti falta de um tripé. A melhor parte da minha conversa com a Ana, que já esteve viajando pelo meu destino, foi perdida porque não consegui posicionar a câmera e estava com muita fome para me dedicar à tarefa. A opção Manual me fez tirar vinte e cinco fotos do mesmo objeto para encontrar a definição certa. Além disso, a vila fazia eco de todos os motores e freios que passavam pela Augusta, e senti muita falta daquele microfone lapela que tive há uns cinco anos e vendi porque estava pendurado. A conversa com a chef foi um pouco rápida demais, e fiquei mais preocupado com o foco do que com o verdadeiro aprendizado de alguém que de fato teve uma experiência de formação gastronômica na Ásia. Pra completar, não fiz nenhuma tomada em video do restaurante, o que é uma grande falha. Podia ter filmado a Camila cozinhando, mas estava meio nervoso com este debut e me esqueci. Isso sem falar na minha voz taquarenta, que procurei deletar na edição.
    Camila Paluri abriu o restaurante há menos de um ano após um período de viagens gastronômicas. Fez um curso de um mês para profissionais em SITCA (Samui Institute of Thai Culinary Arts), uma escola localizada na ilha de Ko Samui no Golfo de Sião. Na entrevista abaixo ela conta um pouco do país, de sua trajetória e da arte gastronômica do reinado de Sião.

    # vimeo.com/77372601 Uploaded 411 Plays 0 Comments
  2. São Paulo, Istambul, Bangkok Chiang Mai

    20 de janeiro a 30 de março de 2014

    # vimeo.com/90435051 Uploaded 75 Plays 0 Comments

Cartas de Bangkok

Tiago Novaes

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