1. Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

    Excerto do espectáculo de estreia "Fragmentos de um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas - Sobre a ditadura portuguesa, a revolução e o processo revolucionário", do Teatro do Vestido. A companhia encontra-se em residência de criação em Montemor-o-Velho e o espectáculo tem antestreia marcada para os dias 8 e 9 de Agosto, no Teatro Esther de Carvalho.

    Este projecto performativo parte de uma pesquisa sobre algumas das memórias da história recente de Portugal, numa perspectiva histórica, política e afectiva, e com base em testemunhos de pessoas comuns – desafiando as grandes narrativas destes três períodos/acontecimentos, que se têm construído sobretudo sobre a ideia de protagonistas militares e políticos. Quisemos saber onde ficavam as pessoas no meio destas memórias, e destas narrativas, e como é que a transmissão deste período crucial da história de Portugal se opera nos dias de hoje. Que omissões, revisões, rasuras estão a acontecer e como e por quem? Que versões da história nos são ensinadas e que outras podemos aprender? Segundo Keith Jenkins, a história e o passado não são a mesma coisa. Segundo Elizabeth Jelin, a memória é uma luta. Segundo Hayden White, a história é uma narrativa. E, por fim, segundo Marianne Hirsch, a 2ª e 3ª gerações são aquilo a que ela chama ‘gerações da pós-memória’. A nossa memória é, portanto, pós e é nessa condição de um ‘outro olhar’ que temos vindo a construir as palestras performativas que fazem parte deste museu, como uma lição de história que não se aprende em nenhuma disciplina que conheçamos – e talvez por isso mesmo estejamos a construir este espectáculo: por nunca o termos podido aprender mesmo quando pedimos que nos ensinassem, que nos contassem como as coisas se tinham ‘realmente’ passado.

    O facto de o ano de 2014 marcar o 40º aniversário do 25 de Abril não é uma coincidência.

    “There is a secret agreement between past generations and the present one.”
    (Há um acordo secreto entre as gerações passadas e a geração actual)
    Walter Benjamin
    Em Portugal, na ausência de uma Comissão da Verdade e Justiça[1], ou algo semelhante, são os activistas, os cientistas sociais, os historiadores, bem como os artistas, quem tem levado a cabo esse paciente trabalho de reconstituição, contra a usura do tempo e das ideologias vigentes que, cada qual à sua maneira e de acordo com a sua agenda, têm procurado – mais do que estabelecer pontos de vista – reescrever a história. Paula Godinho descrevia assim em 2011, o que ela considera ser um fenómeno desde o final dos anos 80, “que passa pela desqualificação dos momentos revolucionários, pela sua avaliação com ressalvas ou pelo completo banimento, e, concomitantemente, por uma desvalorização do carácter repressivo do Estado Novo, por imposição de uma agenda política mais generalizada.” E acrescenta: “(...) falar e escrever acerca de revoluções e revolucionários não está na moda (...).” (Paula Godinho, introdução a Aurora Rodrigues, Gente Comum – Uma História na PIDE, Castro Verde: 100Luz, 2011)

    Apresentamos no CITEMOR fragmentos de um projecto mais amplo, que estreará no final do ano, e ao qual chamámos "Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas". A presente selecção de materiais inclui as palestras performativas: “Arquivos Invisíveis da Ditadura Portuguesa”, “Sobre o Silêncio Persistente” e “Quando é que a Revolução Acabou?”, e o formato que aqui se apresenta é uma estreia absoluta, concebida para o festival CITEMOR, que acreditamos ser um espaço de resistência cultural para cuja continuação queremos contribuir.

    Investigação, texto, direcção e interpretação: Joana Craveiro
    Assistência: Rosinda Costa
    Colaboração criativa: Tânia Guerreiro
    Desenho de luz: João Cachulo
    Produção e assistência: Rosário Faria
    Apoio: Assédio Teatro

    # vimeo.com/103911152 Uploaded 1,519 Plays 0 Comments
  2. Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

    Excerto do espectáculo "Golden", de Tiago Cadete, apresentado no 36º Citemor a 7 de Agosto, na Sala B, em Montemor-o-Velho.

    GOLDEN é um projecto que junta duas gerações da dança contemporânea portuguesa, Mariana Tengner Barros e Carlota Lagido, duas bailarinas que, pelas suas afinidades performáticas, criam discursos particulares sobre a mulher reposicionando o seu lugar de poder na afirmação de conteúdos coreográficos. É neste confronto com os seus universos subjectivos que pretendo criar um processo alquímico revelando um novo estado de criação para as duas intérpretes.
    GOLDEN emerge dos subterrâneos de Mariana Tengner Barros e Carlota Lagido transformando esses lugares em simulacros das suas imagens através de elementos multimédia e, com essas transmutações, contribuir para a obtenção de um elixir que ascende a uma ideia de eternidade icónica. Para tal, serão convocados materiais dos seus anteriores espectáculos criando desdobramentos através de um olhar fantasmagórico dos seus Alter Egos artísticos, com recurso à utilização do vídeo e da música.
    GOLDEN é sobre a degradação do Self, um jogo de aparências, uma luta de Egos. Este “combate” de Divas possui três objectivos, o primeiro é transmutar Mariana e Carlota como metais inferiores em ouro, o segundo é fabricar a sua eternidade e o terceiro é a edificação de uma vida iconográfica artificial a partir de materiais performáticos inanimados, criando um clone utópico das suas Personas.

    Conceito Tiago Cadete
    Co-criação e performance Mariana Tengner Barros e Carlota Lagido
    Apoio à dramaturgia: João Manuel Oliveira
    Figurinos António MV
    Direcção Técnica Nuno Patinho
    Agradecimentos Bernardo de Almeida, Tiago Pinhal Costa, Raphael Fonseca, Vicente Lagido
    e Jonny Kadaver

    # vimeo.com/103602491 Uploaded 1,899 Plays 0 Comments
  3. Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

    Excerto dos ensaios do espectáculo "Golden", de Tiago Cadete. O espectáculo tem antestreia marcada para o dia 7 de Agosto, na Sala B, em Montemor-o-Velho.

    GOLDEN é um projecto que junta duas gerações da dança contemporânea portuguesa, Mariana Tengner Barros e Carlota Lagido, duas bailarinas que, pelas suas afinidades performáticas, criam discursos particulares sobre a mulher reposicionando o seu lugar de poder na afirmação de conteúdos coreográficos. É neste confronto com os seus universos subjectivos que pretendo criar um processo alquímico revelando um novo estado de criação para as duas intérpretes.
    GOLDEN emerge dos subterrâneos de Mariana Tengner Barros e Carlota Lagido transformando esses lugares em simulacros das suas imagens através de elementos multimédia e, com essas transmutações, contribuir para a obtenção de um elixir que ascende a uma ideia de eternidade icónica. Para tal, serão convocados materiais dos seus anteriores espectáculos criando desdobramentos através de um olhar fantasmagórico dos seus Alter Egos artísticos, com recurso à utilização do vídeo e da música.
    GOLDEN é sobre a degradação do Self, um jogo de aparências, uma luta de Egos. Este “combate” de Divas possui três objectivos, o primeiro é transmutar Mariana e Carlota como metais inferiores em ouro, o segundo é fabricar a sua eternidade e o terceiro é a edificação de uma vida iconográfica artificial a partir de materiais performáticos inanimados, criando um clone utópico das suas Personas.

    Conceito Tiago Cadete
    Co-criação e performance Mariana Tengner Barros e Carlota Lagido
    Apoio à dramaturgia: João Manuel Oliveira
    Figurinos António MV
    Direcção Técnica Nuno Patinho
    Agradecimentos Bernardo de Almeida, Tiago Pinhal Costa, Raphael Fonseca, Vicente Lagido
    e Jonny Kadaver

    http://www.eira.pt

    60 min
    M/16

    A obra estreará nos dias 12 e 13 de Dezembro, no Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa, no âmbito do Festival Temps d'Images.

    # vimeo.com/102849768 Uploaded 1,490 Plays 0 Comments
  4. Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

    Excerto dos ensaios do espectáculo "Fragmentos de um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas - Sobre a ditadura portuguesa, a revolução e o processo revolucionário", do Teatro do Vestido. A companhia encontra-se em residência de criação em Montemor-o-Velho e o espectáculo tem antestreia marcada para os dias 8 e 9 de Agosto, no Teatro Esther de Carvalho.

    Este projecto performativo parte de uma pesquisa sobre algumas das memórias da história recente de Portugal, numa perspectiva histórica, política e afectiva, e com base em testemunhos de pessoas comuns – desafiando as grandes narrativas destes três períodos/acontecimentos, que se têm construído sobretudo sobre a ideia de protagonistas militares e políticos. Quisemos saber onde ficavam as pessoas no meio destas memórias, e destas narrativas, e como é que a transmissão deste período crucial da história de Portugal se opera nos dias de hoje. Que omissões, revisões, rasuras estão a acontecer e como e por quem? Que versões da história nos são ensinadas e que outras podemos aprender? Segundo Keith Jenkins, a história e o passado não são a mesma coisa. Segundo Elizabeth Jelin, a memória é uma luta. Segundo Hayden White, a história é uma narrativa. E, por fim, segundo Marianne Hirsch, a 2ª e 3ª gerações são aquilo a que ela chama ‘gerações da pós-memória’. A nossa memória é, portanto, pós e é nessa condição de um ‘outro olhar’ que temos vindo a construir as palestras performativas que fazem parte deste museu, como uma lição de história que não se aprende em nenhuma disciplina que conheçamos – e talvez por isso mesmo estejamos a construir este espectáculo: por nunca o termos podido aprender mesmo quando pedimos que nos ensinassem, que nos contassem como as coisas se tinham ‘realmente’ passado.

    O facto de o ano de 2014 marcar o 40º aniversário do 25 de Abril não é uma coincidência.

    “There is a secret agreement between past generations and the present one.”
    (Há um acordo secreto entre as gerações passadas e a geração actual)
    Walter Benjamin
    Em Portugal, na ausência de uma Comissão da Verdade e Justiça[1], ou algo semelhante, são os activistas, os cientistas sociais, os historiadores, bem como os artistas, quem tem levado a cabo esse paciente trabalho de reconstituição, contra a usura do tempo e das ideologias vigentes que, cada qual à sua maneira e de acordo com a sua agenda, têm procurado – mais do que estabelecer pontos de vista – reescrever a história. Paula Godinho descrevia assim em 2011, o que ela considera ser um fenómeno desde o final dos anos 80, “que passa pela desqualificação dos momentos revolucionários, pela sua avaliação com ressalvas ou pelo completo banimento, e, concomitantemente, por uma desvalorização do carácter repressivo do Estado Novo, por imposição de uma agenda política mais generalizada.” E acrescenta: “(...) falar e escrever acerca de revoluções e revolucionários não está na moda (...).” (Paula Godinho, introdução a Aurora Rodrigues, Gente Comum – Uma História na PIDE, Castro Verde: 100Luz, 2011)

    Apresentamos no CITEMOR fragmentos de um projecto mais amplo, que estreará no final do ano, e ao qual chamámos "Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas". A presente selecção de materiais inclui as palestras performativas: “Arquivos Invisíveis da Ditadura Portuguesa”, “Sobre o Silêncio Persistente” e “Quando é que a Revolução Acabou?”, e o formato que aqui se apresenta é uma estreia absoluta, concebida para o festival CITEMOR, que acreditamos ser um espaço de resistência cultural para cuja continuação queremos contribuir.

    Investigação, texto, direcção e interpretação: Joana Craveiro
    Assistência: Rosinda Costa
    Colaboração criativa: Tânia Guerreiro
    Desenho de luz: João Cachulo
    Produção e assistência: Rosário Faria
    Apoio: Assédio Teatro

    M/12

    http://www.teatrodovestido.org

    No dia 8 de Agosto, haverá uma conversa no final do espectáculo moderada por Miguel Cardina, historiador e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

    A versão final deste espectáculo tem estreia marcada para Novembro 2014, na ZDB/Negócio.

    # vimeo.com/102683030 Uploaded 431 Plays 0 Comments
  5. Vídeo de Hugo Barbosa e Pamela Gallo

    Excerto do espectáculo "Infinito - Besos =", um solo da bailarina espanhola Tania Arias. O espectáculo teve estreia nacional no Citemor, nos dias 26 e 27 de Julho, no Teatro da Cerca de São Bernardo (Coimbra) e nos dias 31 de Julho e 1 de Agosto no espaço da Mala Voadora (Porto).

    Como tirar partido de uma bailarina?

    Partindo do que resta de bailarina em mim, lanço um convite a várias pessoas
    para que ressuscitem, incinerem ou semeiem utilizando o meu corpo.
    Já não me pertenço.
    Deixar-me-ei ressuscitar por eles.
    Deixar-me-ei incinerar por eles.
    Deixar-me-ei semear por eles.
    Tudo é um jogo.
    Um jogo onde os colaboradores poderão estar em cena ou não.
    Oxalá pudesse sabê-lo.

    "Há que desconstruir a personagem absoluta que parecemos ser, dividi-la, sairmos de nós próprios, ver se de longe ou de fora vemos melhor o que se passa."
    Ramón Gómez de la Serna

    Um projecto em constante evolução, cujo resultado é uma colecção de resíduos de pequenas peças acompanhadas por diferentes artistas que talvez, ou talvez não, intervenham em cena.
    Cada peça continua a sua transformação particular ao longo do tempo, de maneira que possam ser reconhecíveis alguns pontos de partida nas apresentações seguintes.

    Ideia: Tania Arias Winogradow
    Co-autores: Mónica Valenciano, Mauricio González, Juan Loriente, Sindo Puche
    Intérprete: Tania Arias Winogradow
    Iluminação: Carlos Marquerie
    Espaço cénico: Tania Arias e colaboradores
    Fotografía: Ángel Montero
    Vídeo: Marta Blanco

    90 min
    M/16

    # vimeo.com/102395944 Uploaded 47.8K Plays 2 Comments

CITEMOR

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