"A população jovem é a que mais usa preservativo em comparação as outras faixas. A iniciação sexual com preservativo é altíssima no Brasil. (...) Hoje quem tem 20 anos já conheceu a Aids, talvez com menor intensidade do que quem tem 40 anos. (...) Talvez não conheça de fato a gravidade da Aids, (...) mas ao mesmo tempo essa é uma geração que nasce num período em que é mais natural utilizar [o preservativo]."
"[Nos serviços de saúde] a mulher não é questionada sobre Aids, embora as mulheres estejam mais presentes no serviço de saúde. (...) Ela não consegue se identificar no risco de Aids, e quando ela não se identifica no risco de Aids ela não faz o diálogo em relação à Aids."
"Eu diria que o preservativo é o principal instrumento, é o instrumento mais eficaz; mas sem conversa nem se consegue usar o preservativo. (...) O uso do preservativo [pressupõe] o diálogo entre duas pessoas, significa o acordo entre duas pessoas."
"O foco principal de uma prevenção da Aids é que as pessoas conversem, dialoguem, e, ao dialogar, decidam a melhor forma de fazer a prevenção."
"Quando a gente compara a população homossexual com qualquer outra população, [vemos que] é a que mais usa preservativo, é a que tem maior nível de conhecimento, é a que mais se mobiliza contra o preconceito; entretanto, esse grupo continua se infectando mais do que a população em geral (...) e a única faixa etária [em que a epidemia] tem crescido são a dos homossexuais jovens."
“Sinal vermelho: as pesquisas estão mostrando que está reduzindo a parcela da população que usa preservativo. Hoje, os pontos de distribuição e venda de preservativos são insuficientes. Tem que ter preservativo na balada. Tem que ter preservativo na esquina.”
“As meninas se infectaram - por conta do período de encubação - mais cedo do que efetivamente adoeceram. Esses casos estão demonstrando que há um início de relação sexual desprotegida, não só em relação ao preservativo, mas também em relação à informação, aos cuidados com o corpo e, provavelmente, sem capacidade de dialogar com seu parceiro.”
“Desde 1980, no Brasil, todas as pesquisas começaram a demonstrar que o uso do camisinha aumentava. As últimas pesquisas, realizadas em 2008 e 2009, começaram a demonstrar uma tendência ao contrário, esse percentual [de uso do preservativo] vem se reduzindo. Isto pode estar demonstrando uma série de questões.”
Neste canal você terá filmes produzidos ou do acervo do Instituo Patrícia Galvão.
O Instituto Patrícia Galvão é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, sediada na cidade de São Paulo e que tem por objetivo desenvolver projetos sobre direitos da mulher e meios de comunicação de massa.
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